“Nem na morte temos paz”: deputadas pedem investigação contra ataques a jovem de Jandira
Erika Hilton e Tabata Amaral denunciam mensagens com menções a necr0fili4 e vilipêndi0 de cadáver nas redes sociais; Maria Eduarda morreu no sábado após ser arremessada sem cordas de segurança durante a prática de rope jump.
As deputadas Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) acionaram as autoridades contra perfis que sexualizam a imagem de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. A jovem de Jandira morreu no último sábado (13) após uma queda de 40 metros em um salto de rope jump, em Limeira.
Erika Hilton afirmou que encaminhou uma denúncia à Polícia Federal (PF). Já Tabata Amaral disse que recorreu ao Ministério Público Federal (MPF). O objetivo das parlamentares é a identificação e punição de internautas que fizeram comentários com referências a necrofilia e vilipêndio ao corpo da vítima.
Entre as mensagens reunidas para a denúncia, usuários fizeram piadas com a tragédia e utilizaram a beleza da jovem para ataques misóginos. Algumas postagens expostas por Erika sugerem atos sexuais com o cadáver da vítima no Instituto Médico Legal (IML). “É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ ocorram abertamente. Isso é misoginia, é incitação e é crime!”, afirmou Erika Hilton.

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Tabata Amaral também expressou indignação com a crueldade dos registros. “Nem mesmo no leito de morte nós, mulheres, temos paz. Criminosos reduziram a imagem de Maria Eduarda a um objeto de deboche e crueldade”, declarou a parlamentar. Para as deputadas, a inércia das redes sociais diante de tais conteúdos agrava o cenário de violência.

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Maria Eduarda faleceu na Ponte do Esqueleto, em Limeira, após funcionários de um grupo de esportes radicais lançarem a jovem sem as cordas de segurança. O caso gerou forte comoção nacional. Três pessoas permanecem presas e respondem por homicídio com dolo eventual, situação na qual se assume o risco de morte.
O acionamento da PF e do MPF busca garantir o respeito à dignidade humana e à memória da vítima. As parlamentares defendem que os crimes cometidos em ambiente digital recebam punições rigorosas para coibir novas práticas de ódio contra as mulheres na internet.