terça-feira, 16 de junho de 2026
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Cidades

“Nem na morte temos paz”: deputadas pedem investigação contra ataques a jovem de Jandira

Erika Hilton e Tabata Amaral denunciam mensagens com menções a necr0fili4 e vilipêndi0 de cadáver nas redes sociais; Maria Eduarda morreu no sábado após ser arremessada sem cordas de segurança durante a prática de rope jump.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 16/06/2026 11:29 Siga-nos no Google News
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As deputadas Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) acionaram as autoridades contra perfis que sexualizam a imagem de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. A jovem de Jandira morreu no último sábado (13) após uma queda de 40 metros em um salto de rope jump, em Limeira.

Erika Hilton afirmou que encaminhou uma denúncia à Polícia Federal (PF). Já Tabata Amaral disse que recorreu ao Ministério Público Federal (MPF). O objetivo das parlamentares é a identificação e punição de internautas que fizeram comentários com referências a necrofilia e vilipêndio ao corpo da vítima.

Entre as mensagens reunidas para a denúncia, usuários fizeram piadas com a tragédia e utilizaram a beleza da jovem para ataques misóginos. Algumas postagens expostas por Erika sugerem atos sexuais com o cadáver da vítima no Instituto Médico Legal (IML). “É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ ocorram abertamente. Isso é misoginia, é incitação e é crime!”, afirmou Erika Hilton.

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ataques 1 jovem jandira

Reprodução

Tabata Amaral também expressou indignação com a crueldade dos registros. “Nem mesmo no leito de morte nós, mulheres, temos paz. Criminosos reduziram a imagem de Maria Eduarda a um objeto de deboche e crueldade”, declarou a parlamentar. Para as deputadas, a inércia das redes sociais diante de tais conteúdos agrava o cenário de violência.

ataques jovem jandira

Reprodução

Maria Eduarda faleceu na Ponte do Esqueleto, em Limeira, após funcionários de um grupo de esportes radicais lançarem a jovem sem as cordas de segurança. O caso gerou forte comoção nacional. Três pessoas permanecem presas e respondem por homicídio com dolo eventual, situação na qual se assume o risco de morte.

O acionamento da PF e do MPF busca garantir o respeito à dignidade humana e à memória da vítima. As parlamentares defendem que os crimes cometidos em ambiente digital recebam punições rigorosas para coibir novas práticas de ódio contra as mulheres na internet.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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