quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Cidades

“O que fica é a saudade”: Finados em Osasco uniu famílias em dia de emoção, memória e fé

O silêncio, quebrado apenas por orações e pelo som de passos lentos, marcou o Dia de Finados nos cemitérios de Osasco no último domingo (2).

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 04/11/2025 11:29
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O silêncio, quebrado apenas por orações e pelo som de passos lentos, marcou o Dia de Finados nos cemitérios de Osasco no último domingo (2). Milhares de pessoas se dirigiram aos cemitérios Parque dos Girassóis, Bela Vista e Santo Antônio para um ritual de amor e memória, transformando os espaços em um grande mosaico de flores, velas e, acima de tudo, saudades.

Entre as milhares de histórias presentes, estava a de dona Rosângela Cardoso Pereira. Moradora de Itapevi, ela atravessou a cidade para visitar o Cemitério Parque dos Girassóis, onde homenageou o irmão, falecido há 15 anos, e o filho, Marcos, que partiu há três anos, com apenas 37. Para ela, a data é um misto de sentimentos profundos.

“É um momento de reflexão, mas também de tristeza, porque o que fica é a saudade e o amor que permanece. É preciso ser forte, manter a fé em Deus, pois é Ele que nos sustenta”, disse, visivelmente emocionada.

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Cemitério Bela Vista /Foto: Justino Alencar

O sentimento de Antônio José de Almeida, de 62 anos, era semelhante. Há seis anos, ele se despediu da esposa e, desde então, visita seu túmulo todo Dia de Finados. “Venho com o coração apertado, mas também com gratidão e amor, que me ajudam a seguir em frente”, compartilhou.

A movimentação foi intensa durante todo o dia nos cemitérios de Osasco, com famílias inteiras se reunindo para prestar suas homenagens. A fé também se manifestou em celebrações religiosas organizadas nos cemitérios. No Parque dos Girassóis, missas foram realizadas pela manhã e à tarde. No Bela Vista, as cerimônias ocorreram na Catedral de Santo Antônio, enquanto o Cemitério Santo Antônio contou com cinco missas campais, reunindo fiéis e autoridades municipais, como o vice-prefeito Lau Alencar.

O domingo foi, para muitos, um dia de reencontro com as memórias, um ritual de carinho que reafirma que, embora a vida termine, o amor e a saudade permanecem.

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Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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