sábado, 18 de julho de 2026
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Barueri

Oeste nega despejo, mas busca nova casa após deixar Barueri

Clube afirma que saída de Barueri foi estratégica, enquanto treina em Araçariguama e estuda Osasco como sede futura.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 26/09/2025 11:40
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O Oeste Futebol Clube anunciou sua saída das instalações do CT da Vila Porto, em Barueri, cidade que abrigava o clube desde 2017. Apesar de o clube negar um “despejo”, classificando a mudança como parte do planejamento esportivo e estratégica para uma intertemporada em Araçariguama, a situação indica a necessidade de uma nova casa. O Secretário de Esportes de Barueri, Tom Moises, confirmou que o time deixou o CT “de forma cordial e amigável” após pedido da prefeitura.

O clube, fundado em Itápolis em 1921, já havia deixado sua cidade de origem há oito anos por falta de apoio. Agora, sem o acordo de cessão gratuita da estrutura em Barueri – devido à mudança na administração municipal e à concessão da Arena Barueri para a Crefipar Participações e Empreendimentos S.A. –, o Rubrão se vê novamente em busca de um lar. A empresa administradora da Arena Barueri tentou um acordo para a permanência do Oeste, mas os custos operacionais das partidas foram considerados altos pelo clube, que chegou a ter prejuízo de R$ 18 mil em sua última partida no local.

Atualmente, o Oeste treina em um campo de futebol em Araçariguama, mas a permanência na cidade é incerta. A tendência, segundo apurações, é que Osasco possa abrigar os jogos do clube a partir de 2026. O Oeste já utilizou o estádio José Liberatti na Copa Paulista, onde foi eliminado nas quartas de final.

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No entanto, uma possível mudança para Osasco pode gerar desafios. O Osasco Audax, ex-parceiro do Oeste e responsável pela manutenção do estádio José Liberatti, estaria incomodado com a cessão gratuita, segundo o site GE. Além disso, a Federação Paulista de Futebol permite apenas dois times registrados em uma mesma cidade e estádio, e o José Liberatti já é compartilhado por Grêmio Osasco e Osasco Audax, o que exigiria a resolução dessa questão e o pagamento de uma taxa de transferência de cidade, avaliada em R$ 800 mil.

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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