quarta-feira, 03 de junho de 2026
Publicidade
Cidades

OMS declara mpox na África como emergência de saúde pública global

 Com mais de 14 mil casos e 524 mortes em 2024, doença apresenta risco de disseminação global e possível nova pandemia, segundo alerta da entidade.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 20/08/2024 11:08
Publicidade

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto de mpox no continente africano constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional, o mais alto nível de alerta da entidade. A medida foi tomada devido ao risco de disseminação global da doença e à possibilidade de uma nova pandemia.

Surtos de mpox, causada pelo vírus Monkeypox, têm sido registrados na República Democrática do Congo há mais de uma década, com um aumento preocupante nos últimos anos. Em 2024, os casos já ultrapassaram 14 mil, com 524 mortes, superando o total de 2023.

A mpox, que pode ser transmitida entre humanos e de animais para pessoas, causa uma erupção cutânea que se assemelha a bolhas ou feridas, e pode ser acompanhada de febre, dor de cabeça, dores musculares e gânglios inchados. A transmissão ocorre através do contato próximo com uma pessoa infectada, incluindo contato pele a pele e por meio de gotículas respiratórias. Durante o surto global de 2022/2023, a infecção se espalhou principalmente por via sexual.

Publicidade

Embora a maioria dos casos de mpox desapareça sem necessidade de tratamento específico, a doença pode causar complicações graves e, em alguns casos, levar à morte, especialmente em recém-nascidos, crianças e pessoas com o sistema imunológico comprometido. As lesões podem se espalhar por várias partes do corpo, incluindo boca, olhos e órgãos genitais, e podem causar inflamações dolorosas.

A OMS destacou a importância de medidas preventivas, como evitar contato próximo com pessoas infectadas e lavar regularmente as mãos. Existem vacinas disponíveis para a prevenção da mpox, mas a vacinação em massa não é recomendada no momento. A imunização é indicada apenas para pessoas em risco elevado, como aquelas que tiveram contato próximo com um paciente infectado.

 

*Com informações da Agência Brasil.*

Publicidade

 

Compartilhe:
Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sair da versão mobile