quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Publicidade
Barueri

Operação investiga fraude de R$ 70,4 milhões na Desenvolve SP com buscas em Barueri

Segunda fase da Operação Avaritia apura esquema que utilizava empresas de fachada e balanços falsos para obter crédito durante a pandemia.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 03/09/2026 16:36 Siga-nos no Google News
Publicidade

A Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold) de Campinas, deflagrou nesta quinta-feira (3) a segunda fase da Operação Avaritia. A ação investiga um esquema de fraudes em financiamentos da agência de fomento Desenvolve SP que pode ter gerado um prejuízo de até R$ 70,4 milhões. Entre os locais alvos da operação, ganha destaque a cidade de Barueri, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

Ao todo, a operação mobilizou cerca de 80 policiais civis e 27 viaturas para o cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão. Além de Barueri, as equipes atuaram em São Paulo, Mogi das Cruzes, Suzano e no Rio de Janeiro. O objetivo é localizar documentos, computadores e registros bancários que ajudem a identificar os beneficiários finais dos recursos e os bens adquiridos com o dinheiro desviado.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso se aproveitou da expansão emergencial de crédito ocorrida entre 2021 e 2022, em razão da pandemia, para obter empréstimos de forma ilícita. A quadrilha utilizava empresas de fachada, documentos falsos e balanços financeiros manipulados para simular regularidade e capacidade de pagamento. Após a liberação do crédito, os valores eram pulverizados em contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.

Publicidade

A investigação teve início em janeiro de 2022, após uma denúncia recebida pela ouvidoria da própria Desenvolve SP. A agência realizou apurações internas, identificou os casos suspeitos e comunicou as autoridades competentes. Desde então, medidas de controle foram reforçadas e, ao longo do processo, funcionários suspeitos de envolvimento foram desligados.

Os envolvidos no esquema podem responder por crimes de estelionato, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na primeira fase da operação, ocorrida em outubro de 2023, a polícia já havia identificado empresas fantasmas que obtiveram cerca de R$ 5 milhões ilegalmente. Com o avanço das apurações, o montante total sob investigação saltou para os atuais R$ 70,4 milhões.

Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *