Operação policial mira influenciadores que lucram com soltura ilegal de balões em SP
Ação conjunta da Polícia Militar Ambiental e do Ministério Público cumpre 31 mandados de busca e apreensão contra grupo que promovia e monetizava a prática criminosa nas redes sociais.
Uma grande operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (25) contra um grupo de influenciadores digitais que promovia e lucrava com a fabricação e soltura ilegal de balões na capital e na Grande São Paulo. Batizada de Operação “Bancada”, a ação é uma iniciativa conjunta da Polícia Militar Ambiental e do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a investigação, que durou seis meses, identificou os principais responsáveis pela prática.

Foto: SSP
Eles não apenas confeccionavam e vendiam os balões, mas também “promoviam a ação nas redes sociais, fazendo com que o ato, que coloca o meio-ambiente e a vida das pessoas em risco, (…) fosse normalizado”.
De acordo com o MPSP, o objetivo da operação é “desarticular a estrutura da atividade criminosa, impedindo que novos artefatos sejam confeccionados e soltos”.

Foto: SSP
Além dos mandados de busca, a Justiça determinou a suspensão e o bloqueio das contas bancárias e dos perfis em redes sociais utilizados pelo grupo. Segundo as autoridades, essas páginas eram usadas para impulsionar o engajamento e “permitia a monetização dessa atividade danosa à sociedade, incentivando outras pessoas à praticarem esse tipo de delito”.
A operação mobilizou um grande efetivo, com 170 policiais militares e 44 viaturas. A fabricação, o transporte ou a soltura de balões é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, com penas que podem incluir prisão e multa, devido aos altos riscos de incêndios florestais e urbanos, além de perigo para a aviação. A ação segue em andamento.