Osasco volta a fazer festa
"A ideia nunca foi simplesmente criar mais um show ou ocupar uma data no calendário. A ideia era devolver para Osasco o direito de celebrar a si mesma"

Quem cresceu em Osasco sabe que a cidade já foi diferente. Tinha cara de interior, tinha a Festa do Peão, tinha aquele encontro anual que marcava o calendário e ficava na memória. A festa cresceu, ganhou importância nacional e chegou a ser uma das maiores do país. Mas a cidade mudou.
Osasco se urbanizou, se adensou, virou potência econômica, ganhou ritmo de metrópole. Aquela festa, com boi, arena e estética rural, deixou de fazer sentido. Vieram problemas de espaço, de operação, de compatibilidade com a nova cidade. Aos poucos, ela desapareceu. E, por mais de dez anos, Osasco ficou sem um grande evento para chamar de seu.
O curioso é que o entorno seguiu outro caminho. Basta olhar para as cidades vizinhas no sentido do interior: quase todas têm grandes festas, grandes encontros, grandes celebrações populares. Osasco, mesmo sendo uma das maiores economias do Estado, ficou sem esse momento coletivo. Uma cidade com quase um milhão de habitantes, cheia de gente, energia e vida, mas sem um evento à altura do seu tamanho.
Foi dessa ausência que nasceu o Oz Festival.
A ideia nunca foi simplesmente criar mais um show ou ocupar uma data no calendário. A ideia era devolver para Osasco o direito de celebrar a si mesma. Criar um evento bonito, bem produzido, moderno, com grandes atrações, com cara de cidade grande e alma popular. O nome “Oz” vem dessa brincadeira carinhosa com o nome da cidade, quase como um convite para Osasco se olhar no espelho e se reconhecer forte, vibrante e cheia de orgulho.
O festival cresceu rápido porque encontrou resposta. A primeira edição mostrou que a cidade queria. A segunda confirmou que fazia sentido. Agora, na terceira edição, o Oz volta ainda maior, novamente no Estádio José Liberatti, na Zona Norte, uma região cheia de vida, conversa, gente e movimento. Um lugar que representa bem o espírito da cidade real, aquela que trabalha, celebra e se encontra.
Em 2026, o Oz deixa de ser apenas um fim de semana e passa a ocupar dois. A expectativa é receber mais de 100 mil pessoas ao longo do evento e movimentar mais de 30 milhões de reais na economia local. Isso significa bares cheios, restaurantes lotados, comércio aquecido, empregos temporários, renda circulando e a cidade pulsando de outro jeito.
No palco, nomes que falam com diferentes públicos e gerações. Wesley Safadão, Gusttavo Lima, Ana Castela e Natanzinho Lima ajudam a transformar o Oz em um grande encontro popular, daqueles que misturam música, alegria e memória.
Vale dizer também que o Oz Festival é um evento privado. Ele nasce da iniciativa privada, com responsabilidade e profissionalismo, e conta com o apoio institucional da Prefeitura de Osasco, apoio importante para que a cidade volte a usar seus espaços de forma inteligente, a ocupar seus equipamentos e a fortalecer a própria autoestima.
Porque festa também é cidade. Festa é encontro. Festa é pertencimento. Festa é quando a gente se reconhece no outro e no lugar onde vive.
O Oz Festival existe para isso. Para que Osasco volte a fazer festa. Para que a cidade se abra, se veja bonita, viva e confiante. E para que todo mundo participe.