Padrasto de Larissa Manuela vira réu por feminicídio qualificado em Barueri
A denúncia, oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi aceita pela Justiça nessa terça-feira (22).
Barueri, SP – Diego Sanches, o padrasto que confessou ter assassinado a enteada Larissa Manuela, de 10 anos, em Barueri, tornou-se réu por feminicídio qualificado. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi aceita pela Justiça nesta terça-feira (22), formalizando a acusação por um crime com as qualificadoras de meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A denúncia oferecida pelo promotor de Justiça Vitor Petri foi formalmente aceita pela 2ª Vara Criminal ontem. A pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o juiz Fabio Calheiros do Nascimento também determinou a manutenção da prisão do acusado.
Segundo a promotoria, o crime foi motivado após o réu “ouvir que tinha sido traído pela mãe dela, com quem mantinha um relacionamento”. O ataque aconteceu enquanto os dois estavam sozinhos na residência da família.

Menina foi encontrada morta pela mãe / Foto: Reprodução
A frieza do acusado, já apontada na investigação policial, foi reforçada pela denúncia do MPSP, que destacou que ele “trabalhou normalmente após o ataque e fingiu surpresa no momento em que o corpo foi encontrado pela mulher”.
Além da condenação criminal, o Ministério Público busca uma reparação para a família. Como parte da pena, foi solicitada a fixação de uma indenização de R$ 100 mil a ser paga pelo réu em favor dos pais e do irmão da vítima.
Diante de “alegações de problemas psicológicos”, a Justiça também determinou que o réu seja submetido a um exame de sanidade mental para avaliar suas condições psicológicas. A medida busca esclarecer se ele tinha plena consciência de seus atos no momento do crime.
A decisão judicial ocorre um mês após a confissão de Diego Sanches. Ele admitiu ter matado a enteada com 16 facadas no tórax e no pescoço, após ser confrontado pela polícia com vídeos que o mostravam na cena do crime, ocorrido em 12 de junho. Nos dias seguintes, ele chegou a participar do velório e enterro da menina.