quarta-feira, 08 de julho de 2026
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Brasil

Pagamento automático da pensão por Pix é aprovado pelo Senado

Projeto que prevê transferência automática da pensão alimentícia para a conta do beneficiário foi aprovado nesta terça e agora depende apenas de sanção presidencial para entrar em vigor.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 08/07/2026 12:00 Siga-nos no Google News
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O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (7), o projeto de lei que cria o chamado “Pix Pensão”, mecanismo que permitirá o pagamento automático da pensão alimentícia por meio do sistema de transferências instantâneas. A proposta agora segue para sanção do presidente da República.

O texto estabelece que, após determinação judicial, as instituições financeiras serão responsáveis por realizar automaticamente as transferências da pensão para a conta do beneficiário nas datas definidas pela Justiça.

O que muda com o Pix Pensão?

Pelas regras aprovadas, a decisão judicial deverá informar todos os dados necessários para a operação, como o valor da pensão, o período de duração da obrigação, as contas de origem e destino dos recursos e os critérios de atualização das parcelas.

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Hoje, quando o responsável pelo pagamento possui vínculo formal de trabalho, a pensão pode ser descontada diretamente do salário. No entanto, nos casos em que isso não ocorre, o beneficiário normalmente precisa recorrer ao Judiciário sempre que houver atraso no pagamento.

Com o novo modelo, a expectativa é reduzir a necessidade de novas ações judiciais para cobrar parcelas em atraso, tornando o processo mais ágil.

O que acontece se não houver dinheiro na conta?

O projeto também prevê medidas para casos de inadimplência. Se não houver saldo suficiente na conta do responsável pelo pagamento, poderá ser determinada a indisponibilidade automática de ativos financeiros até o limite do valor devido.

A medida também poderá atingir ativos financeiros de empresários individuais, inclusive aqueles vinculados à atividade empresarial. Caso o débito permaneça sem pagamento, esses recursos poderão ser convertidos em penhora.

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Objetivo é dar mais segurança aos beneficiários

Relatora da proposta no Senado, a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) afirmou que a criação do pagamento automático oferece uma solução mais simples para garantir o cumprimento da obrigação alimentar.

Segundo o parecer aprovado, a iniciativa busca reduzir a judicialização dos casos de atraso, dar maior previsibilidade ao recebimento dos valores e assegurar mais rapidez no acesso aos recursos destinados à manutenção de crianças, adolescentes e demais beneficiários da pensão alimentícia.

O projeto (PL 4.978/2023), de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), foi aprovado pelo Plenário do Senado e agora depende apenas da sanção presidencial para entrar em vigor.

Da Agência Senado

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Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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