Parada LGBT+ de Cotia está de volta após 15 anos
Quarta edição promete debates, caminhada e shows, com foco na geração lgbt+ que envelhece e suas demandas por políticas públicas.
Após um hiato de 15 anos, a Parada LGBT+ de Cotia retorna para sua 4ª edição, marcada para o dia 14 de setembro, prometendo um evento que vai além da celebração, pautando importantes discussões sociais. A organização, composta majoritariamente por voluntários da sociedade civil que participaram da 3ª edição em 2010, preparou uma programação em duas etapas para este retorno tão aguardado.
No sábado, 13 de setembro, o evento será marcado pela realização da 1ª Conferência Livre LGBTQIAPN+, um espaço crucial para o debate e a formulação de propostas. No domingo, 14, a tão esperada Parada LGBT+ de Cotia tomará as ruas da cidade.
Diferentemente do formato único da Parada LGBT+ de São Paulo, conhecida como a “Parada-Mãe” e uma das maiores do mundo, que se concentra na Avenida Paulista, as paradas nos municípios seguem um modelo que inclui ponto de encontro, caminhada e concentração final. A 4ª edição de Cotia seguirá este formato:
- Ponto de Encontro: Praça Joaquim Nunes – Centro, das 12h às 14h.
- Caminhada: Partindo da Praça Joaquim Nunes em direção ao Recinto de Eventos da Prefeitura Municipal. Os trios elétricos, historicamente presentes nas manifestações pró-democracia no Brasil, terão como função primordial dar voz às indiferenças sociais, abrangendo não apenas a comunidade LGBTQIAPN+, mas também lutas por moradia, trabalho digno, segurança alimentar e seguridade social.
- Concentração: Recinto de Eventos da Prefeitura Municipal, das 15h às 20h, com shows e apresentações artísticas.
O palco da concentração receberá um elenco de peso para animar o público. As apresentações ficarão por conta das Drags Tiffany e Ludymilla Jackson, covers de Ludmilla e Thiago Pantaleão, e os DJs SZ, Jeffe e Feedmali. O time de Drag Queens terá a participação de Sukahara Show, Claudia Banhara e Andrógino Neon.
A Parada LGBT+ de Cotia 2025, no entanto, acontece sob um tema que convida à reflexão profunda: “Envelhecer LGBT+: Mais Políticas Públicas, Menos Discriminação”. Baseado em dados do IBGE que comprovam o envelhecimento de uma geração LGBT+ pós-redemocratização, o tema levanta uma questão crucial: se a comunidade já enfrenta dificuldades de aceitação familiar em plena saúde, qual será o destino dessa geração quando envelhecer em uma sociedade sem planejamento para seus idosos?
Mais informações sobre a Conferência LGBTQIAPN+, que norteará a formação do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e Gênero, estão neste link.