PMs de Osasco são punidos por desobediência após foto comendo marmita na rua
Corregedoria concluiu que agentes agiram de forma premeditada para comprometer imagem da instituição ao serem proibidos de usar refeitório durante operação em 2019.

Três policiais militares que atuavam em Osasco foram punidos pela Corregedoria da Polícia Militar após a viralização de uma foto em que aparecem comendo marmitas em pé na calçada, durante o serviço. O caso ocorreu em dezembro de 2019, mas a decisão, que aplicou penas de 10 a 15 dias de permanência disciplinar, foi publicada no Diário Oficial no último dia 8.
O episódio aconteceu durante a Operação Delegada (Dejem) na avenida João de Andrade, no bairro Santo Antônio. Segundo o processo, um sargento de plantão proibiu o grupo de quatro policiais de usar o refeitório de uma companhia do 14º Batalhão para se alimentar. Com isso, os agentes compraram marmitas e comeram na rua. A foto foi tirada por um deles, segundo a defesa, para provar que a ordem de não comer no refeitório havia sido cumprida.
No entanto, a investigação interna da Corregedoria concluiu que a ação foi premeditada com o “propósito evidente de comprometer a imagem da instituição, arquitetaram um cenário que sugerisse condições de trabalho desumanas”. A nota oficial da Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que o processo foi instaurado porque os envolvidos “desrespeitarem uma ordem de superior hierárquico”.
O comandante da companhia na época dos fatos esclareceu em depoimento que a ordem dada ao sargento não era proibir, mas sim controlar o tempo e a quantidade de policiais no refeitório, pois a supervisão não vinha sendo feita adequadamente.
A investigação interna chegou a sugerir a exclusão de três dos policiais, mas a decisão final afastou a possibilidade de demissão, por entender que as ações não atingiram o grau de desonra previsto no regulamento. Um quarto PM envolvido, que teria ameaçado uma funcionária de um estabelecimento local para não divulgar imagens de câmeras de segurança, pediu exoneração da corporação.
O advogado Ricardo Massola, que defende dois dos punidos, considerou a decisão “equilibrada” e “suficiente para consciência dos policiais envolvidos”.
*Com informações do UOL