terça-feira, 11 de agosto de 2026
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Cidades

Polícia Civil prende três suspeitos de aplicar golpe do falso advogado em SP

Segundo as investigações, suspeitos usavam aplicativos de mensagens para enganar vítimas, afirmando que elas haviam ganhado processos, porém, para receber os valores, elas eram induzidas a realizar transferências.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 11/08/2026 11:41 Siga-nos no Google News
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada no chamado “golpe do falso advogado”. As prisões ocorreram nesta terça-feira (11), na região de Itaquera, na zona leste da capital, durante a Operação Apate.

Ao todo, os policiais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Dois dos investigados não foram localizados e são considerados foragidos.

Segundo as investigações, o grupo utilizava aplicativos de mensagens para entrar em contato com possíveis vítimas e se passar por advogados. Os criminosos afirmavam que a pessoa havia vencido uma ação judicial e que teria valores para receber. Para liberar o suposto dinheiro, porém, exigiam que a vítima realizasse uma transferência bancária.

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Investigação começou após denúncia de vítima em Barretos

As apurações tiveram início depois que um mecânico de 47 anos, morador de Barretos, registrou um boletim de ocorrência relatando uma tentativa de golpe.

A vítima recebeu uma mensagem de um homem que se apresentou como seu advogado e afirmou que ela havia ganhado um processo judicial. Para receber o dinheiro da suposta ação sem o pagamento de impostos adicionais, o criminoso pediu uma transferência de aproximadamente R$ 10 mil.

O mecânico percebeu que se tratava de uma fraude antes de concluir a transferência. Ainda assim, chegou a acessar um link enviado pelo suspeito e teve prejuízo financeiro.

Após aproximadamente seis meses de investigação, os policiais identificaram cinco pessoas que, segundo a apuração, atuariam de maneira coordenada na aplicação de fraudes eletrônicas. O grupo seria formado por quatro homens e uma mulher.

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Criminosos usavam recursos para dar aparência de legitimidade

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos recorriam a mensagens, chamadas de vídeo e compartilhamento de tela para convencer as vítimas de que estavam realmente tratando com profissionais da advocacia.

Também eram utilizadas imagens com símbolos e referências ao Poder Judiciário, numa tentativa de conferir credibilidade às abordagens.

A investigação aponta ainda que os criminosos utilizavam, sem autorização, imagens e dados de advogados, além de informações processuais e dados pessoais obtidos de maneira ilícita.

Os integrantes também realizavam pesquisas sobre advogados de diferentes estados e levantavam contatos de possíveis vítimas. Segundo os investigadores, essas informações eram utilizadas para tornar as abordagens mais convincentes.

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As evidências reunidas indicam ainda que havia divisão de tarefas entre os integrantes e compartilhamento de equipamentos e recursos tecnológicos empregados na execução das fraudes.

Celulares e computadores foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, computadores, dispositivos de armazenamento digital, documentos e outros materiais que serão analisados pela investigação.

Os três presos têm entre 23 e 25 anos. Outros dois suspeitos identificados pela Polícia Civil continuam sendo procurados.

As autoridades também encontraram indícios de que a associação pode estar relacionada a outras fraudes eletrônicas e a ocorrências registradas em diferentes municípios brasileiros.

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Todo o material apreendido será submetido à perícia para auxiliar na identificação de outros possíveis crimes e envolvidos.

A operação foi coordenada pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Barretos, onde os casos são registrados. A ação contou com apoio de equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE), Grupo Especial de Reação (GER) e Divisão de Capturas.

As investigações continuam para localizar os dois suspeitos que permanecem foragidos e esclarecer a possível participação do grupo em outras fraudes.

Origem do nome da operação

O nome Operação Apate faz referência à mitologia grega. Apate era associada ao engano, à fraude e à dissimulação, características que, segundo a Polícia Civil, remetem ao método utilizado pelos investigados para convencer as vítimas e obter vantagens financeiras.

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Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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