Polícia Civil prende três suspeitos por desaparecimento de Marcelo em Carapicuíba
O delegado responsável pelas investigações, Fabiano Barbeiro, explicou que o caso teve início como registro de pessoa desaparecida, mas a natureza do crime mudou após o avanço das apurações.

A Polícia Civil prendeu três homens sob a suspeita de envolvimento no desaparecimento de Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, em Carapicuíba. A vítima foi vista pela última vez na quinta-feira (16). De acordo com o 1º Distrito Policial da cidade, os indícios colhidos até o momento apontam para um homicídio qualificado.
O delegado responsável pelas investigações, Fabiano Barbeiro, explicou que o caso teve início como registro de pessoa desaparecida, mas a natureza do crime mudou após o avanço das apurações. “Sabemos que houve a subtração de valores, mas acreditamos que isso tenha sido circunstancial”, afirmou o delegado.
A principal tese da polícia é de que o crime tenha sido premeditado em razão de um desentendimento financeiro entre a vítima e um dos investigados.
Dinâmica do crime
A investigação aponta que um dos suspeitos teria atraído o empresário para um imóvel. No local, o bando manteve a vítima como refém e realizou diversas transferências bancárias a partir de suas contas. Após a movimentação do dinheiro, os criminosos levaram o homem até uma comunidade do município.
As buscas por Marcelo concentram-se em uma área de mata onde cães farejadores da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal identificaram rastros. O automóvel do empresário foi localizado abandonado e já passou por perícia técnica.
Além do veículo, os peritos examinaram a casa onde a vítima ficou em cárcere. Ainda segundo a polícia, ambos os locais apresentaram vestígios de sangue, que agora passam por análise laboratorial.
Prisões e buscas em Carapicuíba
A primeira detenção ocorreu na sexta-feira (17), quando a Polícia Militar capturou um suspeito que já era procurado pela Justiça por outro delito. Mais dois homens foram presos no domingo (19) Um deles era amigo de Marcelo, segundo a polícia.
Um quarto participante do crime já possui identificação e permanece foragido. A Polícia Civil mantém as operações de campo com o suporte de drones e do helicóptero Águia para localizar o corpo da vítima. Os três detidos seguem sob custódia e à disposição da Justiça enquanto o inquérito avança.