Polícia descobre central de golpes na Grande São Paulo e prende 22 pessoas
Esquema funcionava em um prédio de quatro andares monitorado por câmeras e utilizava celulares, notebooks e chips telefônicos para aplicar golpes como o do falso advogado e do falso gerente bancário.

A Polícia Civil de São Paulo desmantelou uma central de estelionatos que funcionava em um prédio de quatro andares no centro de Guarulhos, na Grande São Paulo. Durante a operação realizada na terça-feira (28), 22 pessoas foram presas em flagrante, suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em golpes como o do falso advogado, falso gerente bancário e empréstimos com cobrança de juros abusivos.
A ação foi realizada por investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Diadema, que cumpriam um mandado de busca e apreensão expedido no âmbito de uma investigação por estelionato e furto mediante fraude.
Segundo a Polícia Civil, o imóvel possuía uma estrutura organizada para a prática dos crimes. Três dos quatro andares eram utilizados exclusivamente para as operações da quadrilha, enquanto câmeras de segurança monitoravam constantemente as áreas interna e externa do prédio.
Antes da abordagem, os policiais realizaram uma campana nas proximidades e observaram a entrada de dezenas de pessoas no edifício, sem que nenhuma delas saísse do local. A equipe aproveitou o momento em que uma mulher abriu o portão para entrar no imóvel e surpreendeu os suspeitos.
No interior do prédio, os agentes encontraram 14 homens e oito mulheres distribuídos em diferentes estações de trabalho, utilizando notebooks e celulares para aplicar os golpes.
Durante a operação, foram apreendidos 25 celulares, oito notebooks, diversos documentos, uma grande quantidade de chips de telefonia e quatro motocicletas. Conforme as investigações, os chips eram utilizados nas fraudes e posteriormente descartados para dificultar o rastreamento das vítimas e dos autores.
A polícia também constatou que, no momento da entrada das equipes, dois notebooks e três celulares foram deliberadamente danificados pelos suspeitos, numa tentativa de destruir provas que poderiam ser extraídas dos equipamentos.
As investigações indicam que o grupo possuía uma estrutura hierárquica, com divisão de funções entre os integrantes e dois líderes responsáveis por coordenar as atividades criminosas.
A ocorrência foi registrada no SIG de Diadema pelos crimes de associação criminosa, estelionato, usura pecuniária ou real, além do cumprimento do mandado de busca e apreensão e da localização e apreensão de objetos. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e envolvidos no esquema.