Polícia pede prisão do padrasto de Larissa Manuela, menina morta a facadas em Barueri
Após um longo depoimento, o terceiro em menos de uma semana, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de Diego Sanches, padrasto de Larissa Manuela, encontrada morta a facadas dentro de casa, em Barueri.
Após um longo depoimento, o terceiro em menos de uma semana, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de Diego Sanches, padrasto de Larissa Manuela, encontrada morta a facadas dentro de casa, em Barueri.
Segundo informações da polícia, o pedido de prisão foi formalizado pelo delegado Paulo Lombo na noite de terça-feira (17), mas não pôde ser cumprido de imediato por não haver um juiz de plantão disponível para analisar e assinar a solicitação. Diego, que permaneceu na delegacia durante toda a tarde e noite, foi liberado.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o 1º Distrito Policial de Barueri “representou pela prisão temporária de um suspeito e aguarda decisão judicial”. A pasta informou ainda que a polícia mantém as buscas pelo suspeito.

Menina foi encontrada morta pela mãe / Foto: Reprodução
Diego Sanches prestou depoimento pela primeira vez na última sexta-feira (13), um dia após o crime, quando teve seu celular e um par de chinelos apreendidos. Ele voltou à delegacia na segunda. À imprensa, o padrasto da menina negou envolvimento com a morte de Larissa.
Ontem (17), além do padrasto, outras testemunhas foram ouvidas, incluindo um homem que afirmou ter contratado Diego para um serviço de montagem em sua casa no dia do crime, entre 15h e 18h.
Relembre o caso
O corpo de Larissa Manoela foi encontrado pela mãe dela, ao lado da cama, dentro da própria casa, na última quinta-feira (12), no Jardim Tupã, Barueri. A menina, que deveria ter ido para a aula por volta das 13h, estava sozinha em casa, pois seu irmão mais velho havia viajado.
A mãe relatou que saiu para trabalhar às 6h da manhã, deixando a porta da casa apenas encostada e o portão destrancado – uma rotina que, infelizmente, pode ter facilitado a ação do criminoso.
A perícia identificou 16 perfurações de faca no tórax e no pescoço da vítima, mas não encontrou a arma do crime. Os exames iniciais descartaram a ocorrência de violência sexual.
A perícia técnica constatou que não havia sinais de arrombamento nem de luta corporal, o que reforça a suspeita de que Larissa foi atacada enquanto dormia, sem qualquer chance de defesa.