Prefeito de Embu das Artes acampa na Enel após 3 dias de apagão
O prefeito de Embu das Artes, Hugo Prado (Republicanos), montou um acampamento em frente ao prédio da Enel nesta sexta-feira (12) como forma de protesto contra a prolongada falta de energia que afeta o município.

O prefeito de Embu das Artes, Hugo Prado (Republicanos), montou um acampamento em frente ao prédio da Enel na cidade nesta sexta-feira (12) como forma de protesto contra a prolongada falta de energia que afeta o município. A ação drástica ocorre enquanto mais de 31% da cidade, o que corresponde a pelo menos 35 mil endereços, continua sem luz há três dias.
A interrupção no fornecimento é uma consequência do forte vendaval que atingiu a Grande São Paulo na última quarta-feira (10). Cansado da demora para a normalização do serviço, o prefeito decidiu levar seu gabinete para a calçada da concessionária.
“Já protocolei ações, já fizemos reuniões, já fizemos vários protocolos e até agora nada da Enel restabelecer a energia do nosso povo. Então, decidi vir pra cá e estou acampado com toda minha equipe e irei despachar daqui hoje, até que tenham uma solução definitiva para a nossa população”, afirmou o prefeito ao montar a barraca no local.
Em suas redes sociais, Hugo Prado relatou que a Enel teria acionado a Polícia Militar por causa de seu protesto. No entanto, ele reforçou que não deixará o local. “Permanecerei no local até que o problema seja resolvido”, garantiu.
A situação em Embu das Artes reflete uma crise que ainda afeta centenas de milhares de pessoas. Mais de 50 horas após o vendaval, a Região Metropolitana ainda registrava 689 mil imóveis às escuras, segundo o boletim da Enel divulgado ao meio-dia desta sexta-feira. No pico da crise, na quarta-feira, o número de clientes afetados chegou a 2,2 milhões.
Ontem, a Enel explicou, em nota, que a intensidade e a duração do evento climático causaram danos significativos à infraestrutura elétrica. Devido à complexidade, o trabalho de normalização pode ser demorado.
“Em alguns pontos, o trabalho leva mais tempo, pois envolve a reconstrução completa da rede, incluindo troca de postes, transformadores e até a recondução de longos trechos de cabos”, detalhou, sem dar previsão para o restabelecimento do serviço.
A concessionária, no entanto, não deu previsão para a normalização completa do serviço.