‘Princesinha do crime’ é resgatada de presídio por dupla armada no Butantã
Rafaela Sampaio Camorim, líder de quadrilha especializada em roubo de carros de luxo, foi libertada por criminosos do CPP Feminino Butantã.
Uma operação criminosa ousada resultou no resgate de Rafaela Sampaio Camorim, de 27 anos, conhecida como “Princesinha do Crime”, do Centro de Progressão Penitenciária Feminino do Butantã, na zona oeste de São Paulo. O episódio ocorreu na manhã de ontem e mobilizou as forças de segurança da capital paulista.
Rafaela apresentava uma vida dupla que contrastava drasticamente entre suas redes sociais e suas atividades criminosas. Moradora de São Bernardo do Campo, na região metropolitana, ela se formou em pedagogia pela Faculdade São Bernardo em 2020, conforme informações de seu perfil no LinkedIn.
Na mesma rede profissional, a criminosa declarava experiência como recepcionista e afirmava “oferecer amplo suporte administrativo, coordenando as atividades de atendimento”. No entanto, longe da imagem profissional que cultivava online, Rafaela liderava uma quadrilha especializada no roubo de automóveis de luxo.
A “Princesinha do Crime” foi detida em janeiro de 2022, também em São Bernardo do Campo, quando a polícia apreendeu cinco veículos roubados em sua posse. Desde então, cumpria uma pena de 12 anos de prisão no CPP Feminino Butantã.
A operação de resgate
A ação criminosa foi executada com precisão militar. Dois homens armados invadiram a unidade prisional e fizeram agentes penais de reféns. A dupla rendeu uma guarda na entrada da instituição e, na sequência, fugiu em um Toyota Hilux preto levando a detenta.
Um fator que pode ter facilitado a operação foi o fato de as agentes penais estarem desarmadas no momento da invasão. Até o presente momento, nenhum dos envolvidos na fuga foi localizado pelas autoridades.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias do resgate. Em nota oficial, a pasta informou que “colabora com as autoridades e adotará todas as medidas cabíveis”.
A Polícia Militar foi acionada imediatamente após a ocorrência e realiza buscas na região, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação do caso. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi procurada para comentar o episódio, mas ainda não se manifestou sobre o ocorrido.
O caso reacende o debate sobre a segurança das unidades prisionais paulistas e evidencia a sofisticação de organizações criminosas capazes de executar resgates complexos em plena luz do dia.