Programa amplia contratação de pessoas com deficiência em metalúrgicas, aponta sindicato
Uma iniciativa para fortalecer o cumprimento da Lei de Cotas no setor metalúrgico de Osasco e região tem apresentado resultados progressivos, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região.

Uma iniciativa para fortalecer o cumprimento da Lei de Cotas no setor metalúrgico de Osasco e região tem apresentado resultados progressivos, segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região. O programa, realizado em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo (SRTE-SP), mostra um aumento contínuo na inclusão de pessoas com deficiência nas fábricas acompanhadas.
De acordo com os dados do sindicato, o índice geral de contratação nas empresas participantes do “Programa Valorizando a Inclusão pela Lei de Cotas” subiu de 73,5% em junho, mês de seu lançamento, para 79,5% em agosto. O avanço também foi registrado em julho, quando o índice atingiu 76,8%.
O balanço do mês de agosto, fornecido pela entidade, detalha que 52,8% das empresas analisadas ampliaram as contratações de profissionais com deficiência. No mesmo período, 22,2% mantiveram o número de postos de trabalho estável, enquanto 25% reduziram as vagas.
“Os resultados já estão chegando. Apesar de ser ainda de forma lenta, as contratações estão acontecendo. Isso é positivo e colabora para termos mais ambientes inclusivos em todas as empresas da região”, celebrou Carlos Aparício Clemente, coordenador do Espaço da Cidadania, em comunicado do sindicato.
O sindicato informou ainda que, desde o início desta etapa do programa, um quarto das empresas participantes já alcançou o cumprimento integral da Lei de Cotas. O trabalho de acompanhamento continua em setembro, com foco especial nas fábricas que já haviam sido notificadas anteriormente pelo Ministério do Trabalho por descumprimento da legislação.
A entidade sindical esclarece que o programa abrange apenas as empresas que, embora obrigadas por lei a reservar vagas, não cumprem a determinação de forma parcial ou integral. A legislação vigente exige que companhias reservem de 2% a 5% de seus postos de trabalho para pessoas com deficiência, dependendo do número total de funcionários.
“O programa reforça a ideia de que inclusão não é mais uma obrigação, é um direito e um passo essencial para um ambiente de trabalho mais justo e diverso”, avaliou o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho).