SECOR é homenageado na Câmara de Osasco e reforça luta pelo fim da escala 6×1
A luta pelo fim da escala 6x1 foi destaque em homenagem ao Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região; presidente da entidade e trabalhadores falaram sobre o impacto da jornada na qualidade de vida. Leia a matéria.

A Câmara Municipal de Osasco realizou uma sessão solene para homenagear o Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (SECOR) por sua atuação em defesa dos trabalhadores. Durante o evento, na última sexta-feira (24), a entidade recebeu uma Placa Comemorativa e reforçou seu engajamento na luta nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1.
Proposta pelo vereador Heber do JuntOz (PT), a solenidade reuniu lideranças sindicais, trabalhadores e autoridades políticas, incluindo os deputados estaduais Emidio de Souza (PT) e Mauro Maurici (PT). O proponente da homenagem destacou que o SECOR é uma das principais vozes em defesa da dignidade e dos direitos da categoria. “A parte do trabalho mais impactada pela jornada é mais do que merecedora do reconhecimento desta casa legislativa”, afirmou Heber, referindo-se à luta contra a escala 6×1.
O presidente do SECOR, Luciano Leite, agradeceu a homenagem e a dedicou a todos os trabalhadores. Ele argumentou que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho não são apenas uma questão de qualidade de vida, mas também um motor para a economia. Segundo ele, a medida geraria novos empregos, aumentaria o consumo e, consequentemente, a arrecadação para serviços públicos. “Precisamos garantir às pessoas que nós representamos uma qualidade de vida melhor”, disse.
A comerciária Lúbia Conceição, com 30 anos de profissão, deu voz à categoria, relatando como a jornada 6×1 priva os trabalhadores do convívio familiar e afeta a saúde. “A empresa abre de domingo a domingo e você precisa estar lá, linda e maravilhosa para os outros, mas adoecendo”, desabafou.
O evento também contou com a participação de representantes do movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT), que iniciou as mobilizações pela causa. Matheus Oliveira, do mandato coletivo JuntOz, resumiu o sentimento de muitos jovens: a solenidade, segundo ele, foi um “grito” do jovem periférico que cumpre a escala 6×1 e não consegue se dedicar aos estudos e ao seu futuro.