Segue foragido Milton Leite, que convidou candidato de Osasco para o União Brasil
Alvo da operação Operação Vectura Corrupta foi padrinho da filiação do Dr. Lindoso ao partido para concorrer a uma vaga de deputado estadual.
Uma operação da Polícia Civil realizada ontem atingiu uma das principais forças políticas do cenário eleitoral, o União Brasil, e repercute na região de Osasco. Milton Leite, presidente do diretório municipal do partido na capital paulista, é apontado como responsável pelo ingresso do candidato de Osasco, Dr. Lindoso, na legenda para disputar uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O União Brasil integra, ao lado do Progressistas, a União Progressista, maior federação partidária das eleições de 2026, presidida por Leite.

Dr. Lindoso ao lado de Milton Leite / Reprodução – Redes Sociais/Dr. Lindoso
Milton Leite, ex-presidente da Câmara de São Paulo, é um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A ação investiga suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do transporte coletivo da capital paulista.
Segundo a investigação, empresas de ônibus teriam sido utilizadas em um esquema que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, fraudes em licitações e financiamento ilegal de campanhas políticas. A apuração aponta ainda que 12 das 22 empresas de ônibus da capital estariam sob controle direto ou indireto do PCC.
Operação Vectura Corrupta
A operação deflagrada ontem cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
A investigação apura se empresas que prestam serviços de transporte coletivo passaram a ser administradas por integrantes do PCC após vencerem licitações. Também são investigadas possíveis relações entre o esquema, agentes públicos e o financiamento de campanhas eleitorais.
Uma das empresas citadas na investigação é a Transwolff. A decisão judicial mencionada na apuração aponta Milton Leite como possível “dono de fato” da empresa e cita suspeitas de que ele teria relação direta com a operação de empresas investigadas.
O que diz Milton Leite
Milton Leite não foi localizado pelos investigadores para o cumprimento do mandado. Ainda ontem pela manhã, afirmou que estava fora da capital e que se apresentaria às autoridades em até 24 horas. O prazo terminou sem que ele se apresentasse.
Leite contestou as acusações e afirmou que sua atuação no setor de transportes ocorreu de forma institucional, a pedido do então prefeito Bruno Covas. O político também negou qualquer ligação com o PCC e rejeitou a acusação de ser proprietário de fato da empresa de ônibus Transwolff.
O político do União Brasil exerceu sete mandatos consecutivos como vereador de São Paulo, entre 1997 e 2024, e presidiu a Câmara Municipal por seis anos, nos períodos de 2017-2018 e 2021-2024. Atualmente, além de presidir o diretório municipal do partido na capital, ele mantém forte atuação política na legenda e foi escolhido para presidir a federação União Progressistas no Estado de São Paulo.
Lindoso não respondeu
Após a operação, o Portal Visão Oeste procurou Lindoso para comentar o caso e a situação de Milton Leite, com quem afirmou ter mantido contato político para sua filiação ao União Brasil e candidatura em 2026.
Até o fechamento desta matéria, Lindoso não havia respondido às mensagens enviadas pelo WhatsApp nem aos e-mails. O espaço segue aberto para manifestação.