quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Brasil

Temer assume e pede “diálogo”; Dilma se diz injustiçada e que vai “lutar até o fim”

Vice assumiu a presidência em exercício nesta quinta, após a abertura de processo de impeachment de Dilma no Senado

Por William Galvão | Atualizado em: 13/05/2016 17:43
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Temer diz que vai manter
programas sociais e defende
reformas trabalhista e previdenciária

Crise//  Vice assumiu a presidência em exercício nesta quinta, após a abertura de processo de impeachment de Dilma no Senado

O vice-presidente Michel Temer assumiu, nesta quinta-feira, 12, a presidência em exercício do país, após a presidente Dilma Rousseff ser afastada por até 180 dias com a abertura do processo de impeachment contra ela no Senado.
Em seu primeiro pronunciamento como presidente em exercício, na quinta à tarde, o peemedebista declarou que “o diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos desafios para avançar e garantir retomada do crescimento”.

Ele se comprometeu a manter programas sociais, como Bolsa Família, ProUni e Pronatec e defendeu as polêmicas reformas trabalhista e previdenciária. “A modificação que queremos fazer tem como objetivo o pagamento das aposentadorias e geração de emprego”.

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Temer também defendeu que a Operação Lava Jato continue sem interferências. “A Operação Lava Jato deve ter seguimento e proteção contra qualquer interferência que possa enfraquecê-la”.
Pela manhã, foi a vez de Dilma Rousseff se pronunciar após ser afastada da presidência. Ela classificou o processo de “impeachment fraudulento”. “Não cometi crime de responsabilidade. Não tenho contas no exterior, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é frágil, juridicamente inconsistente, injusto, desencadeado contra pessoa honesta e inocente. A maior das brutalidades que pode ser cometida por qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu”.

“Governo dos sem-voto”

Brasilia-D“A maior das brutalidades contra o ser humano é puni-lo por um crime que não cometeu”, disse presidente afastada

Dilma disse ainda que “o que está em jogo não é apenas o meu mandato. É o respeito às urnas, à vontade soberana ao povo brasileiro e à Constituição”. Ela também negou a possibilidade de renunciar. “Vou lutar com todos os instrumentos legais de que disponho para exercer o meu mandato até o fim, até o dia 31 de dezembro de 2018”.

A presidente afastada declarou ainda: “O maior risco para o país nesse momento é ser dirigido por um governo dos sem-voto, que não foi eleito pelo voto direto da população. Um governo que nasce de um golpe, que nasce de uma espécie de eleição indireta”.

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