sexta-feira, 17 de julho de 2026
Publicidade
Polícia

Tenente-coronel suspeito de matar esposa PM é preso no interior de SP

As polícias Civil e Militar prenderam, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial é investigado pela morte de sua esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, ocorrida há um mês.

Por Redação | Atualizado em: 18/03/2026 11:05 Siga-nos no Google News
Publicidade

As polícias Civil e Militar prenderam, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial é investigado pela morte de sua esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, ocorrida há um mês. A prisão foi efetuada no Jardim Augusta, em São José dos Campos, no interior paulista.

A operação para o cumprimento do mandado ocorreu por volta das 8h. A decisão judicial foi concedida pela Justiça Militar na última terça-feira (17). Além de feminicídio, Geraldo Leite é indiciado por fraude processual e violência doméstica.

Divergências e cena do crime alterada

O caso aconteceu na manhã do dia 18 de fevereiro e inicialmente registrado como suicídio, mas após decisão judicial, passou a ser investigado como possível feminicídio. A defesa do tenente-coronel sustenta que Gisele se suicidou. A família da PM, no entanto, contesta a versão.

Publicidade

O trabalho conjunto das polícias Civil e Militar analisou as circunstâncias da morte e encontrou divergências no depoimento do suspeito. A tese de suicídio, apresentada pela defesa, foi confrontada por laudos periciais que indicaram a inviabilidade técnica da versão com base em provas médico-legais.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os investigadores identificaram inconsistências graves nos depoimentos do tenente-coronel sobre o relacionamento do casal e a motivação do disparo. Além disso, a perícia encontrou indícios de que a cena do crime teria sido alterada antes da formalização da ocorrência, sinalizando que Gisele não tirou a própria vida.

Detido, Geraldo Leite Rosa Neto foi encaminhado para a capital paulista. Ele deve passar por exames de corpo de delito antes de ser transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O caso segue sob segredo de justiça devido à natureza das investigações. A Polícia Militar informou que o Inquérito Policial Militar (IPM) deve ser finalizado nos próximos dias para complementar as apurações sobre a conduta do oficial. Os policiais também aguardam a conclusão de laudos periciais.

Publicidade
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *