Tifanny, atleta trans do Osasco Vôlei, recorre à Justiça para disputar a Supercopa e a Superliga
A jogadora Tifanny Abreu e o Osasco São Cristóvão Saúde recorreram à Justiça para tentar garantir a participação da oposta na Supercopa, que será disputada na noite desta sexta-feira (16), e na Superliga de Vôlei, que começa na próxima semana
A jogadora Tifanny Abreu e o Osasco São Cristóvão Saúde recorreram à Justiça para tentar garantir a participação da oposta na Supercopa, disputada na noite desta sexta-feira (16), e na Superliga de Vôlei, que começa na próxima semana.
Na quinta-feira (15), a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) aceitou as inscrições das atletas do Osasco, mas deixou pendente o registro de Tifanny. A defesa da jogadora trans e do clube entrou com um pedido de liminar na Justiça Desportiva, negado na manhã desta sexta-feira (16). Em seguida, apresentou recurso ao Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e acionou também a Justiça comum.
Segundo a defesa, foram apresentados estudos técnicos e científicos para sustentar a elegibilidade da atleta, que defende o Osasco há cinco anos. Ao ‘ge’, a CBV informou que tinha conhecimento da ação, mas ainda não havia recebido uma notificação oficial.
O caso ocorre após a entidade anunciar, em agosto, novas regras de elegibilidade para competições femininas, baseadas na política do Comitê Olímpico Internacional (COI). A norma prevê a apresentação de um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino.
Aos 41 anos, Tifanny disputa a Superliga desde 2017. Na última terça-feira (13), a oposta ajudou o Osasco a conquistar o Campeonato Paulista diante do Sesi-Bauru. Após a vitória, a atleta reforçou que pretende continuar na modalidade: “Eu ainda vou lutar, porque eu quero jogar a Superliga este ano antes de me aposentar”.