quarta-feira, 05 de agosto de 2026
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Cidades

Trabalhadores da CPTM encerram greve após aceitarem proposta do governo

Acordo prevê absorção de funcionários pelo Estado e envio de projeto de lei à Alesp; sindicato mantém estado de greve.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 05/08/2026 17:57 Siga-nos no Google News
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Os trabalhadores da CPTM decidiram encerrar a greve que afetou três linhas de trens nos últimos dois dias. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (5), onde a maioria da categoria aceitou a proposta do governo de São Paulo apresentada durante audiência de conciliação na sede do TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho), na Consolação.

A votação terminou com 131 votos favoráveis ao fim da paralisação contra 26 votos pela continuidade. Apesar do retorno ao trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirmou em nota que o “estado de greve” continua. A entidade declarou que não haverá monitoramento das ações da Trivia Trens até que o projeto de lei prometido pelo governador Tarcísio de Freitas seja enviado à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

Compromissos e absorção de funcionários

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O governo estadual se comprometeu a absorver todos os trabalhadores da CPTM, incluindo os funcionários da Linha 10-Turquesa. De acordo com a proposta, a absorção poderá ocorrer por meio de redistribuição, cessão, aproveitamento, remanejamento ou outras formas previstas na legislação, observando a conveniência administrativa.

O envio do projeto de lei à Alesp está condicionado à fiscalização da operação para verificar se o funcionamento voltou integralmente. Caso a condição seja cumprida, o governo afirmou que enviaria o texto ainda hoje. Os trabalhadores se comprometeram a ir diretamente da assembleia para o Brás para bater o ponto, sendo posteriormente redirecionados pela CPTM para suas respectivas locações.

Divergências e impactos

A votação não foi unânime e grupos políticos se manifestaram contra o acordo, interpretando-o como uma negociação sem garantias. O maquinista Lucas Rocha, contrário ao fim da paralisação, classificou a mobilização como histórica, mas demonstrou ceticismo: “A assembleia é soberana, o que a maioria decidiu é o que os trabalhadores vão fazer. O plano agora é organizar reuniões frequentes — nenhuma confiança em quem ontem estava me chamando de vagabundo”.

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Em razão dos reflexos da paralisação nas linhas ferroviárias, o rodízio municipal de veículos na capital paulista segue suspenso durante toda esta quarta-feira.

Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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