Trabalhadores dos Correios entram em greve hoje (11) por tempo indeterminado em todo o país
Decisão da Findect ocorre após impasse nas negociações sobre alterações no plano de saúde; estatal registra 15 trimestres consecutivos de prejuízo financeiro.

Trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado em todo o país a partir desta sexta-feira, 11 de setembro, com adesão de sindicatos de todos os estados brasileiros. A informação foi divulgada pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), após as negociações da Campanha Salarial terminarem sem acordo.
As assembleias que deliberaram pela paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a mobilização acontece após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nas quais a direção dos Correios manteve a intenção de realizar alterações no plano de saúde dos funcionários, considerado um ponto fundamental pela categoria.
Na Paraíba, o presidente do Sintect-PB, Tony Sérgio, informou que apenas os serviços administrativos internos continuam funcionando durante a greve. Ainda não foram divulgadas informações consolidadas sobre o funcionamento dos serviços em outras unidades da federação, e a direção dos Correios ainda não se posicionou oficialmente sobre a paralisação.
A deflagração do movimento paredista ocorre em meio a um momento delicado nas contas da estatal, que acumula 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões, embora o segundo trimestre tenha apontado perda menor que os dois períodos imediatamente anteriores.
Para tentar equilibrar o fluxo de caixa, os Correios esperam concluir até 15 de setembro uma nova captação de empréstimo de R$ 7 bilhões com um consórcio bancário envolvendo Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul, repetindo operação semelhante à realizada no final do ano passado.
Os Correios ainda não se posicionaram formalmente sobre a greve.
*Com informações do G1