Vereadora de Osasco repudia eleição de Erika Hilton à presidência da Comissão da Mulher
A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, repercutiu na Câmara Municipal de Osasco nesta semana.

A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, repercutiu na Câmara Municipal de Osasco nesta semana. A vereadora Stephane Rossi (PL) protocolou uma Moção de Repúdio, manifestando posicionamento contrário à escolha da parlamentar trans para chefiar o colegiado em Brasília.
No documento, a vereadora osasquense justifica que a medida visa proteger o protagonismo e a identidade dos espaços conquistados por mulheres ao longo de décadas.
Um dos pontos do repúdio apresentado por Stephane Rossi diz respeito à linguagem e aos conceitos adotados em debates recentes. O texto da moção destaca a preocupação com a substituição do termo “mulheres” por expressões como “pessoas que gestam”.
“Para muitas mulheres, esse tipo de abordagem gera preocupação quanto à preservação da identidade e das pautas específicas que historicamente fundamentaram a criação de políticas públicas voltadas às mulheres”, diz o documento.
A vereadora reforça que, embora respeite a dignidade de todas as pessoas, as pautas de identidade de gênero deveriam ser tratadas em instâncias próprias.
Contexto nacional
A movimentação em Osasco não é isolada. O nome de Erika Hilton para a comissão levantou protestos em diversas casas legislativas com maioria conservadora pelo país, sob o argumento de setores da oposição que não a reconhecem enquanto mulher.
Recentemente, o tema ganhou contornos de disputa judicial após comentários do apresentador Ratinho, do SBT, que afirmou não considerar “justo” que uma mulher trans ocupasse o cargo. Em resposta, Erika Hilton afirmou que as críticas ignoram sua legitimidade como mulher e que acionou a justiça contra o apresentador por transfobia.