Vereadores de Osasco defendem tombamento do antigo São Francisco Golf Club
Em sessão na Câmara, parlamentares cobraram uma solução para o impasse, destacando o valor histórico e ambiental do terreno para a cidade.

A situação de abandono do antigo São Francisco Golf Club, no Jardim Adalgisa, em Osasco, motivou um debate na Câmara Municipal. Em sessão ordinária na última quinta-feira (7), vereadores defenderam o tombamento da área, que hoje sofre com a degradação e a falta de manutenção, gerando preocupação entre os moradores da região.
Com quase 150 mil metros quadrados, a área do antigo clube de golfe é considerada um dos últimos remanescentes de vegetação nativa no coração da cidade. O terreno foi adquirido pela iniciativa privada para a construção de empreendimentos imobiliários, mas as obras foram paralisadas por duas ações civis públicas, e o impasse judicial resultou no abandono do espaço.
Reprodução / Google/Arquivo
A discussão sobre a preservação do local não é nova. Em 2019, um projeto de lei pelo tombamento da área já havia sido proposto na Câmara pelo então vereador Jair Assaf, que justificou o valor arquitetônico e cultural do espaço. O texto, no entanto, não avançou e foi arquivado em 2021. Agora, a pauta ressurge com força entre os parlamentares.
Atualmente, o Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) já analisa um pedido de tombamento para a área. O presidente da Câmara, Carmônio Bastos (Podemos), sugeriu que o local seja transformado em um espaço público de lazer. “Já que não vai construir prédio e não há decisão judicial, vamos fazer o tombamento daquela área. Quem sabe criar um Parque da Juventude”, propôs.
O vereador Laércio Mendonça (PDT) apoiou a medida, destacando a urgência de uma solução. “Muitos moradores aguardam uma decisão. O tombamento é necessário e urgente”, afirmou.
A importância ambiental da área também foi ressaltada pela vereadora Elsa Oliveira (Podemos). “Passo ali todos os dias e vejo o abandono. É uma das poucas reservas ambientais de Osasco. Pássaros e outras espécies dependem daquele espaço”, disse ela, declarando apoio à criação de uma comissão de vereadores para discutir o tema.
LEIA TAMBÉM// Opinião – A cidade do futuro não nasce sozinha