Vítima do metanol morre após mais de 50 dias internada em hospital de Osasco
Rafael Anjos Martins, de 28 anos, morreu nesta quinta-feira (23) em um hospital particular situado em Osasco, vítima de intoxicação por metanol.
Após mais de 50 dias internado e em coma, Rafael Anjos Martins, de 28 anos, morreu nesta quinta-feira (23) em um hospital particular situado em Osasco, vítima de intoxicação por metanol. A morte de Rafael ainda não consta nos dados oficiais do governo de São Paulo, que até agora confirma sete óbitos pela mesma causa.
Rafael estava em coma desde o dia 1º de setembro, após ingerir gim adulterado com metanol, comprado em uma adega na Cidade Dutra, Zona Sul da capital. Durante todo o período de internação na UTI, ele permaneceu dependente de ventilação mecânica e, segundo exames, não apresentava mais fluxo sanguíneo cerebral.
A intoxicação de Rafael Anjos Martins foi um dos casos exibidos no “Fantástico”, da TV Globo. Conforme divulgado em reportagem, ele e mais quatro amigos compraram gim, energético e gelo de coco em uma adega na Cidade Dutra, onde moravam. Horas após o consumo, Rafael enviou um áudio a uma amiga dizendo que se sentia mal. Os sintomas evoluíram rapidamente de uma aparente ressaca para cegueira, confusão mental e, por fim, o coma que o levou à morte.
Outros amigos que estavam com ele também sofreram consequências graves. Diogo Marques de Sousa teve perda temporária da visão, e Nathalia Carozzi Gama ficou cinco dias na UTI e segue em tratamento para sequelas neurológicas.
Mortos após churrasco
A morte de Rafael acontece um dia após a confirmação da sétima vítima, Cleiton da Silva Conrado, de 25 anos, morador de Osasco. Segundo o portal G1, Cleiton foi encontrado morto em sua casa no dia 23 de setembro, mas a causa da morte por intoxicação por metanol só foi determinada agora, com a conclusão dos laudos periciais que confirmaram a presença da substância em seu sangue.
O caso de Cleiton tem uma trágica conexão com outra vítima fatal, Daniel Antonio Francisco Ferreira, de 23 anos, também de Osasco. De acordo com o relato da viúva de Daniel, ambos participaram de um churrasco e, depois, saíram juntos para comprar mais bebidas em uma adega. A companheira de Cleiton, Jhenifer Carolina, também morreu na mesma ocasião, mas seu caso não consta entre os investigados pelas autoridades, ainda segundo o G1.

Daniel Antonio morreu no dia 25 de setembro /Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo Pessoal
A crise de saúde pública envolvendo bebidas adulteradas com metanol já vitimou fatalmente outras cinco pessoas em São Paulo: Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, Marcos Antônio Jorge Júnior, 46, Marcelo Lombardi, 45, Bruna Araújo, 30, e Leonardo Anderson, 37. O governo estadual ainda não divulgou o balanço desta quinta-feira (23).