Após protesto contra pedágio na Raposo Tavares, prefeito de Cotia diz que se reunirá com Tarcísio
Welington Formiga (PDT) respondeu à mobilização popular e pediu voto de confiança na articulação política em busca de soluções.
Após manifestações populares contra a instalação de pedágio free flow na rodovia Raposo Tavares, o prefeito de Cotia, Welington Formiga (PDT), informou nesta segunda-feira (4) que se reunirá com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para discutir o assunto. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito disse que acompanhou “com muita atenção as manifestações da população” e que, com base no diálogo, espera reverter o cenário.
O posicionamento de Formiga é uma resposta à mobilização ocorrida no domingo (3), quando moradores, sindicatos e movimentos sociais se reuniram em um ato pacífico na entrada do bairro Mirante da Mata, altura do quilômetro 37,5 da Raposo Tavares.
O prefeito demonstrou empatia com a causa dos manifestantes, reconhecendo o peso do novo modelo de cobrança previsto para os próximos anos. “Tenho certeza que juntos vamos encontrar soluções para Cotia, uma vez que, realmente, da forma que [tem sido tratado] o pedágio, não conseguimos viver e andar pela cidade. Mas peço que vocês confiem na nossa articulação e no diálogo”, declarou. Ele prometeu retornar “com boas notícias para a população” após o encontro com o governador.
No vídeo, Formiga citou ainda outros projetos que, segundo ele, pareciam impossíveis, mas foram viabilizados em parceria com o governo estadual. “É o caso da clínica de hemodiálise que será inaugurada agora em setembro, o caso da linha 22-Marrom do Metrô, que parecia um sonho impossível para Cotia, e a ampliação do Hospital de Cotia com mais 10 leitos”, exemplificou.
“Pedágio não, metrô sim!”
Com o lema “Pedágio não, metrô sim!”, que era para ser uma manifestação tranquila, no entanto, também foi marcada por momentos de tensão. Por volta das 16h50, os manifestantes chegaram a bloquear totalmente a rodovia no sentido à capital paulista.
Logo, a polícia foi acionada para liberar o trecho e, segundo relatos, bombas de gás de pimenta chegaram a ser lançadas contra os participantes, o que gerou forte reação da comunidade. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta matéria.