Artista de Barueri expõe obras e releituras de grandes mestres em escola do Jardim Silveira
Até o dia 30 de setembro, o Complexo Educacional Professora Maria Meduneckas recebe uma exposição da artista plástica Klaudia Melo, que eúne 26 obras, incluindo releituras de grandes nomes da pintura mundial.

O Complexo Educacional Professora Maria Meduneckas, no Jardim Silveira, em Barueri, está com uma sala tomada pela arte. Até o dia 30 de setembro, o local recebe uma exposição da artista plástica Klaudia Melo, moradora do Parque Viana, que reúne 26 obras, incluindo releituras de grandes nomes da pintura mundial.
A mostra apresenta trabalhos autorais e interpretações com tinta acrílica e a óleo de mestres como Claude Monet, Van Gogh, Cândido Portinari e Tarsila do Amaral. A artista faz questão de diferenciar seu trabalho de uma simples cópia. “Releitura é muito diferente de plágio, que pode até ser crime”, explica Klaudia. “É quando você interpreta uma obra com o seu olhar e traços, expressando como a entende e sente.”
Segundo a curadora Greyce dos Santos Camargo Gonçalves, a exposição busca despertar a sensibilidade estética nas crianças, promover o contato com a arte e fortalecer valores ligados à cultura da paz.
Arte, inclusão e integração
A abertura da exposição, no dia 15 de setembro, foi marcada por um momento de grande integração. Klaudia pintou uma tela ao vivo para os alunos, que acompanharam o processo com atenção e carinho. A obra ganhou um toque especial de seu filho, Lorenzzo Gael, de 9 anos.
Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Lorenzzo também participa da mostra com dois de seus próprios quadros: “Godzilla” e “Morro Escuro”, este último, segundo ele, “por representar a noite”. A participação do pequeno artista reforça o caráter inclusivo do evento, que já foi visitado por centenas de alunos e pais.
Sobre a artista
Klaudia Melo, natural do Piauí, vive em Barueri há quase 30 anos e tem uma vasta formação acadêmica, incluindo Educação Artística, Arquitetura e Urbanismo e uma pós-graduação em História da Cultura Africana, Afro-Brasileira e Indígena.
Diagnosticada com TEA durante a pandemia, ela encontrou na arte uma poderosa forma de expressão e segue produzindo ativamente. Suas obras já foram exibidas em diversos espaços da cidade, incluindo esculturas em exposição permanente na Biblioteca Eny Cordeiro, no Jardim Belval.