sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Brasil

Augusto Cury lança “possível pré-candidatura” a presidente

Nesta quarta-feira (4), o psiquiatra e escritor Augusto Cury colocou seu nome como possível pré-candidato à Presidência da República em 2026.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 04/03/2026 17:11 Siga-nos no Google News
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Nesta quarta-feira (4), o psiquiatra e escritor Augusto Cury colocou seu nome como “possível pré-candidato” à Presidência da República nas eleições de 2026. Autor de best-sellers de autoajuda, ele afirmou, no entanto, que ainda não está filiado a nenhum partido político.

Em carta aberta divulgada na internet, Cury diz que há mais de uma década elabora o que chama de “Projeto Brasil de 2027–2050”. Segundo ele, a decisão de tornar pública a intenção de disputar o Planalto nasce da inquietação diante da polarização política.

“Seria muito mais fácil permanecer no conforto das conquistas e não entrar no pantanoso e estressante mundo da política, mas queima dentro de mim observar por onde caminha nossa nação”, escreveu.

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No documento, Cury destaca sua origem humilde, a formação em escola pública e a carreira consolidada como psiquiatra e escritor. Ele afirma ter vendido mais de 45 milhões de livros no Brasil, com obras traduzidas para mais de 70 países, além de ter criado programas de educação socioemocional.

Embora ressalte que “não é político”, defende que o país precisa discutir projetos de longo prazo, e não apenas disputas partidárias. “As ideias deveriam servir à sociedade, e não a sociedade servir às ideias”, afirma na carta.

Projeto Brasil de 2027–2050, de Augusto Cury

Entre os eixos centrais da proposta do psiquiatra está a defesa da responsabilidade fiscal. Cury classifica o nível de endividamento do país como “insustentável” e aponta que os juros elevados travam investimentos produtivos.

“A responsabilidade fiscal não é uma opção partidária, mas uma necessidade inadiável”, escreveu. Ele também critica o que chama de “cultura do rentismo” e defende medidas para estimular o empreendedorismo e o mercado de capitais.

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Educação, tecnologia e juventude

Outro pilar do projeto é a reformulação da educação básica e do ensino médio, com foco em qualificação técnica e melhoria dos indicadores internacionais, como o Pisa. O autor também propõe ampliar a formação de mestres e doutores e incentivar a pesquisa nas universidades.

Cury defende ainda a criação de políticas voltadas à inteligência artificial e à robótica, com formação de especialistas e atração de data centers para o Brasil por meio da expansão de energias renováveis.

Ele alerta para o aumento da desesperança entre jovens e cita dados sobre crescimento de casos de automutilação e suicídio. “Precisamos ser um país da esperança da juventude”, afirma.

Agro, reindustrialização e meio ambiente

O escritor sustenta que o Brasil deve se consolidar como superpotência agropecuária, com aumento da produtividade e uso de áreas degradadas, além de investir em silvicultura para reduzir a pressão sobre a Amazônia.

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Também defende políticas de reindustrialização com base tecnológica, ampliação do crédito e incentivo à inovação. Para ele, o país precisa combinar crescimento econômico com preservação ambiental e segurança jurídica para atrair investimentos internacionais.

Reforma institucional e semipresidencialismo

No campo político, Cury propõe a adoção do semipresidencialismo e mudanças no Supremo Tribunal Federal, como mandato fixo para ministros e alterações na forma de indicação.

Ele se posiciona contra a reeleição e afirma que o presidente deve exercer apenas um mandato. “Um presidente é apenas um simples empregado da sociedade, contratado pelo voto com prazo determinado para ser despedido”, escreveu.

Princípios e discurso de pacificação

Ao longo da carta, o autor defende a pacificação da nação, a liberdade de expressão e o combate ao radicalismo. Ele afirma não pretender atacar adversários e sustenta que deseja “repaginar o nível do debate”, priorizando propostas estruturais.

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Cury se define como defensor do “líder capissocial”, conceito que une “intelecto capitalista e coração social”, com foco em liberdade econômica, justiça social e valorização da família.

Ele encerra o texto afirmando que não sabe se a candidatura será viabilizada, mas diz que seguirá defendendo suas ideias. “Não amo nem dependo do poder. Honestamente falando, candidatar-me é um árido sacrifício”, conclui.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
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