quarta-feira, 15 de julho de 2026
Publicidade
Barueri

Barueri e região de Alphaville são alvos da Operação Fluxo Oculto contra lavagem de R$ 26 bilhões

Investigação que apura movimentações bilionárias em seis fintechs cumpriu mandados em centros empresariais da cidade para desarticular esquema de ocultação de patrimônio.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 28/05/2026 14:28
Publicidade

A cidade de Barueri, com especial atenção à região de Alphaville, foi um dos pontos centrais da Operação Fluxo Oculto, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28). A ação, coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Receita Federal, investiga seis fintechs suspeitas de movimentarem mais de R$ 26 bilhões entre os anos de 2022 e 2025 em esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

A operação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que já havia identificado a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. Segundo as investigações, o grupo criminoso se reestruturou para manter as atividades ilícitas por meio de novas estruturas financeiras. O promotor Yuri Fisberg, do GAECO, destacou que o elo entre as empresas foi descoberto a partir de transações de R$ 4 bilhões originadas em uma fintech investigada anteriormente.

Em território paulista, Barueri figurou na lista prioritária de diligências ao lado da capital e de cidades como Santos e Sorocaba. O foco das buscas em solo barueriense concentrou-se na região de Alphaville, conhecida por abrigar sedes de empresas e escritórios financeiros. Ao todo, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas em cinco estados diferentes.

Publicidade

O esquema foi rastreado graças aos dados da e-Financeira, obrigação da Receita Federal que monitora mensalmente transações em bancos, corretoras e fundos. A força-tarefa mobilizou cerca de 135 servidores da Receita Federal, além de agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Secretaria da Fazenda e Planejamento.

Embora não tenha sido confirmada a participação direta de membros da facção criminosa nesta etapa, os investigadores apontam uma “convergência criminal”, onde os mecanismos financeiros das fintechs são utilizados para branquear capitais de origem duvidosa, fortalecendo a estrutura econômica de grupos ilícitos vinculados ao setor de combustíveis.

Compartilhe:
Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sair da versão mobile