quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Cidades

Bombeiros encontram o corpo de Amanda Caroline, morta em Osasco pelo ex-marido

Amanda Caroline de Almeida foi achada na barragem Edgar de Souza, em Santana de Parnaíba; ex-marido confessou o crime e a ocultação do cadáver com ajuda do irmão

Por Soraia Sene | Atualizado em: 29/05/2025 13:00
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O corpo da promotora de eventos Amanda Caroline de Almeida, de 31 anos, foi encontrado hoje (29) na barragem Edgar de Souza, em Santana de Parnaíba. Amanda foi assassinada no dia 19 de maio e seu corpo foi reconhecido pelo irmão. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados e estão no local para preservar a cena do crime.

Os bombeiros foram chamados por pessoas que passavam pela área e avistaram o corpo. As buscas pela vítima haviam sido encerradas ontem (28), após avaliação técnica da corporação e seguindo protocolos operacionais.

O ex-marido de Amanda, Carlos Eduardo de Souza Ribeiro, 35 anos, confessou ter matado a promotora de eventos. Em depoimento à polícia, ele afirmou que jogou o corpo no rio Tietê, na altura de Osasco. Carlos foi preso em flagrante e encaminhado ao 4º Distrito Policial de Osasco. Ele também revelou que contou com a ajuda de seu irmão, de 38 anos, para se livrar do corpo. O irmão do suspeito também foi preso. Ambos podem responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

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Segundo o delegado José Luiz Nogueira, do 4º DP de Osasco, na noite do desaparecimento, um amigo de trabalho deu carona para Amanda até sua casa. Ao chegarem, a vítima estranhou a presença do carro do ex-marido estacionado nas proximidades, mas mesmo assim despediu-se do amigo e entrou na residência.

Inicialmente, Carlos Eduardo negou qualquer envolvimento no desaparecimento da ex-mulher. Ele alegou em depoimento que a viu pela última vez no domingo (18) e justificou que seu carro estava perto da casa dela devido a problemas mecânicos. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostraram duas pessoas saindo da casa de Amanda com um volume semelhante a um corpo enrolado em um cobertor. Confrontado com essa evidência, Carlos mudou sua versão e confessou o crime, apontando o irmão como cúmplice.

O casal teve um relacionamento de 16 anos e três filhos, de 14, 7 e 5 anos. O casamento teria terminado há cerca de dois ou três meses. A polícia suspeita que Carlos não aceitava o fim da relação, embora a motivação exata do crime ainda não tenha sido completamente esclarecida. O carro do suspeito foi periciado e novos exames foram solicitados para auxiliar nas investigações.

 

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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