quinta-feira, 04 de junho de 2026
Publicidade
Brasil

Brasil atinge nível histórico de desenvolvimento humano

País sobe para categoria de desenvolvimento humano “muito alto” com avanço na educação e programas sociais como o Bolsa Família, segundo levantamento divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Por Redação | Atualizado em: 27/05/2026 13:10
Publicidade

O Brasil passou a integrar, pela primeira vez, o grupo de países com desenvolvimento humano considerado “muito alto”. O dado foi divulgado ontem, terça-feira (26), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, por meio do estudo Radar IDHM.

Segundo o levantamento, o país alcançou índice de 0,805 em 2024 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Em 2012, o indicador era de 0,744. A classificação de desenvolvimento “muito alto” é destinada a países e regiões com pontuação acima de 0,800.

Há cerca de 30 anos, quando o índice começou a ser calculado, o Brasil aparecia na faixa de baixo desenvolvimento humano, com pontuação inferior a 0,555.

Publicidade

O estudo analisa indicadores ligados à educação, saúde, longevidade e renda, além de considerar recortes por sexo e raça. A pesquisa utilizou dados dos últimos 13 anos, entre 2012 e 2024.

A educação foi o principal fator responsável pelo avanço do país no ranking. O índice educacional passou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.

De acordo com a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, programas sociais tiveram papel importante nesta evolução, especialmente o Bolsa Família.

Segundo ela, a política pública ajudou a reduzir o trabalho infantil e aumentou a permanência de crianças e adolescentes nas escolas.

Publicidade

“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola”, afirmou.

O levantamento mostra ainda que o avanço educacional foi mais significativo entre famílias de baixa renda, principalmente entre a população negra.

Para a especialista, o desenvolvimento do país depende diretamente da inclusão racial e de gênero nas políticas públicas.

“Esses são dois entraves sérios para o Brasil, a desigualdade de raça e a desigualdade de gênero”, destacou.

Publicidade

Na área da saúde, o país já apresentava índice de desenvolvimento muito alto desde 2012, impulsionado principalmente pela consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). O indicador passou de 0,829 para 0,860 em 2024.

Já o componente renda teve crescimento mais lento, avançando de 0,732 para 0,760 no período analisado.

O estudo também apontou que as regiões metropolitanas têm puxado os índices nacionais para cima, inclusive em áreas historicamente mais vulneráveis.

Entre os destaques aparecem regiões metropolitanas do Nordeste que atingiram desenvolvimento humano muito alto, como Natal (0,822), Aracaju (0,809), Grande Teresina (0,809), Recife (0,806), São Luís (0,806), Salvador (0,803) e João Pessoa (0,803).

Publicidade

Segundo o Pnud, o cenário representa uma mudança importante no desenvolvimento regional brasileiro.

A pesquisa também relembra os impactos da pandemia da covid-19 sobre o desenvolvimento humano do país. Em 2021, o IDHM brasileiro caiu para 0,757.

Para o organismo internacional, a crise sanitária deixou efeitos principalmente na expectativa de vida e na mortalidade infantil.

Os dados do Radar IDHM foram produzidos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, em parceria com pesquisadores da Fundação João Pinheiro.

Publicidade

Da Agência Brasil

Compartilhe:
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sair da versão mobile