quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Barueri

Deolane Bezerra é presa em Barueri por lavagem de dinheiro para o PCC

Operação Vérnix do MP-SP e da Polícia Civil cumpre mandado na casa da influenciadora e mira cúpula da facção criminosa; bloqueios financeiros somam R$ 357 milhões.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 21/05/2026 09:47
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) em Barueri, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. Ela é acusada de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Além dos mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência em Barueri, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens da influenciadora, valor cuja origem não foi comprovada.

As investigações apontam que o esquema utilizava uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, controlada pela cúpula da facção, para movimentar recursos ilícitos. O dinheiro era repassado para contas de terceiros com o objetivo de dificultar o rastreamento. De acordo com a polícia, entre 2018 e 2021, Deolane recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, técnica de ocultação conhecida como “smurfing”. Outros R$ 716 mil foram destinados a empresas da influenciadora por meio de um suposto banco de crédito operado por um “laranja”.

Além de Deolane, a operação teve como alvos Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola), chefe da facção, e seus familiares, incluindo Alejandro Camacho (irmão), Paloma Sanches Herbas Camacho (sobrinha) e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho (sobrinho). Everton de Souza, apontado como operador financeiro do grupo, também foi preso. A Justiça justificou as prisões preventivas citando a sofisticação do esquema, o risco de fuga — Deolane retornou da Itália na quarta-feira (20) — e a necessidade de garantir a ordem pública.

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A investigação, iniciada em 2019, revelou que a transportadora servia como braço financeiro do crime organizado. No celular de um dos operadores centrais, foram encontradas imagens de comprovantes de depósitos que favoreciam as contas de Deolane. Os investigadores destacaram que não foram identificadas prestações de serviços advocatícios que justificassem os vultosos repasses. Ao todo, a operação determinou o bloqueio financeiro de R$ 357,5 milhões dos investigados e a apreensão de 39 veículos de luxo.

 

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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