Fiuk vira réu por perturbação do sossego em condomínio de Barueri
Justiça aceitou denúncia do Ministério Público que aponta ruídos excessivos em garagem de Alphaville; defesa do artista nega acusações e recusa acordo.

O cantor e ator Fiuk (Filipe Kartalian Ayrosa Galvão) tornou-se réu em uma ação penal por perturbação do sossego no município de Barueri. A decisão foi assinada no dia 7 de julho pelo juiz Gustavo Nardi, após a Justiça de São Paulo aceitar uma denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPSP) que acusa o artista de provocar ruídos excessivos ao ligar e acelerar carros esportivos na garagem de sua residência, em um condomínio de Alphaville.
Segundo o Ministério Público, as perturbações teriam ocorrido entre janeiro de 2025 e março deste ano, incomodando os moradores vizinhos durante a madrugada e em horários de descanso. A denúncia foi baseada no artigo 42 da Lei das Contravenções Penais, que trata do abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos. Por se tratar de uma contravenção, a infração é considerada de menor potencial ofensivo.
Antes do recebimento da denúncia, Fiuk participou de uma audiência em 30 de junho, onde recusou uma proposta de transação penal. O acordo oferecido previa o encerramento do caso mediante prestação de serviços à comunidade ou pagamento de multa. De acordo com o advogado Maicel Anesio Titto, o artista optou por não aceitar o acordo para exercer plenamente seu direito de defesa, sustentando ser inocente das acusações.
Em nota oficial emitida pela assessoria jurídica do cantor em 31 de julho, em Barueri, o escritório Montenegro e Titto reafirmou que o artista respeita seus vizinhos e não possui a intenção de causar incômodos. A defesa requereu ainda que o caso seja encaminhado à Justiça Restaurativa, visando favorecer o diálogo e preservar a convivência respeitosa entre os envolvidos. A expectativa é que a tramitação do processo dure entre seis meses e um ano.