sábado, 12 de setembro de 2026
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Hábitos ao longo da vida podem ajudar a reduzir o risco de demência; veja os principais

Hábitos saudáveis adotados ao longo da vida podem ajudar a reduzir fatores de risco associados à demência e ao Alzheimer.

Por Aline Ferrari | Atualizado em: 11/09/2026 17:54 Siga-nos no Google News
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Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e estímulos cognitivos estão entre os hábitos que podem contribuir para reduzir o risco de demência ao longo da vida. Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), de São Paulo, destacam, com base na literatura médica, que até 45% dos fatores associados ao risco de demência são potencialmente modificáveis.

Embora o avanço da idade seja o principal fator relacionado ao desenvolvimento da demência, outros aspectos podem ser influenciados por hábitos e cuidados adotados ao longo dos anos. O controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, também está entre as medidas importantes para preservar a saúde cerebral.

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta a memória e outras funções cognitivas. Com a evolução do quadro, a pessoa pode apresentar dificuldades para realizar atividades do cotidiano, além de alterações comportamentais e sintomas neuropsiquiátricos, como apatia, agitação, depressão, ansiedade, irritabilidade, delírios e alucinações.

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Segundo o neurocirurgião do Iamspe José Oswaldo de Oliveira Júnior, alguns comportamentos podem influenciar o risco de declínio cognitivo de maneira cumulativa.

“Os hábitos adotados ao longo da vida, como má alimentação, sedentarismo e tabagismo, podem apresentar efeito cumulativo e independente sobre esse risco. Quanto maior o número de comportamentos saudáveis adotados simultaneamente, maior a possibilidade de reduzir o risco”, explica.

Fatores de risco mudam conforme a fase da vida

Os fatores associados à demência podem ser observados em diferentes períodos da vida. Eles são divididos em três etapas: início da vida, até os 17 anos; meia-idade, dos 18 aos 64 anos; e vida tardia, a partir dos 65 anos.

Na infância e adolescência, a baixa escolaridade aparece entre os fatores associados ao maior risco de demência. A educação contribui para o desenvolvimento da chamada reserva cognitiva, que está relacionada à capacidade do cérebro de lidar com alterações decorrentes do envelhecimento ou de doenças.

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Durante a meia-idade, fatores como hipertensão, diabetes e sedentarismo ganham maior relevância. A pressão arterial elevada pode provocar danos aos vasos sanguíneos do cérebro, enquanto o diabetes está relacionado a alterações metabólicas e vasculares. Já a falta de atividade física aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares e metabólicas, que também podem afetar a saúde cerebral.

Por isso, manter uma rotina ativa, cuidar da alimentação e acompanhar regularmente condições crônicas são medidas que podem contribuir para a proteção da saúde ao longo dos anos.

Cuidados na terceira idade também são importantes

A partir dos 65 anos, outros fatores passam a ter maior destaque entre aqueles associados ao risco de demência. Entre eles estão o isolamento social, a exposição à poluição do ar e a perda visual não tratada.

O isolamento social pode diminuir a quantidade de estímulos cognitivos recebidos no dia a dia e estar relacionado a outros fatores, como depressão e sedentarismo. A manutenção de vínculos sociais e a participação em atividades de convivência podem, portanto, contribuir para manter a mente ativa.

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A poluição do ar também aparece entre os fatores relacionados ao risco de demência. Segundo os especialistas, a exposição pode estar associada a processos inflamatórios e alterações vasculares capazes de afetar o cérebro.

Outro ponto de atenção é a perda visual não tratada. Além de diminuir os estímulos sensoriais e cognitivos, alterações na visão podem favorecer o isolamento social.

“O isolamento social reduz os estímulos cognitivos e pode estar associado a outros fatores, como depressão e sedentarismo. A poluição do ar está relacionada a processos inflamatórios e alterações vasculares que também podem afetar o cérebro. Já a perda visual não tratada pode reduzir a estimulação sensorial e cognitiva, além de favorecer o isolamento social”, complementa o neurologista do Iamspe.

Hábitos saudáveis podem fazer parte da prevenção

A adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida não elimina a possibilidade de desenvolvimento da demência, mas pode contribuir para reduzir fatores de risco potencialmente modificáveis.

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Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o tabagismo, controlar hipertensão e diabetes, cuidar da qualidade do sono e buscar novos aprendizados são algumas das estratégias que podem contribuir para a saúde do cérebro.

O acompanhamento médico também é importante para identificar e controlar condições que possam afetar a saúde cardiovascular e cerebral. Dessa forma, os cuidados não precisam começar apenas na velhice: a prevenção pode ser construída ao longo de diferentes fases da vida.

Escrito por

Aline Ferrari

Aline Ferrari, estagiária na Redação do Visão Oeste, sob a supervisão da editora Jenifer Oliveira
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