sexta-feira, 17 de julho de 2026
Publicidade
Política

Justiça inocenta Rogério Lins em processo da operação Caça Fantasmas

Sentença proferida pela 2ª Vara Criminal de Osasco aponta ausência de provas.

Por Jenifer Oliveira | Atualizado em: 29/05/2026 16:53 Siga-nos no Google News
Publicidade

A Justiça absolveu o ex-prefeito de Osasco Rogério Lins (Podemos) e integrantes de sua equipe no processo relacionado à Operação Caça Fantasmas, investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para apurar supostas nomeações de funcionários “fantasmas” na Câmara Municipal e na Prefeitura de Osasco.

A decisão foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Osasco após anos de tramitação judicial. O Ministério Público não apresentou recurso contra a sentença.

Segundo a decisão, não houve provas suficientes para sustentar uma condenação. Durante a fase de instrução do processo, testemunhas ouvidas pela Justiça não confirmaram as acusações apresentadas inicialmente. Além disso, parte das provas consideradas importantes para comprovar possíveis irregularidades não foi validada judicialmente.

Publicidade

Na sentença, a magistrada destacou que as acusações não tiveram confirmação em juízo e reforçou o princípio de que a dúvida deve favorecer os réus. A decisão também ressalta que um processo criminal precisa ser sustentado por provas concretas, e não por suposições.

Rogério Lins e os demais acusados foram absolvidos com base no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal, dispositivo aplicado quando não existem provas suficientes para a condenação.

Antes da decisão final, o próprio Ministério Público já havia se manifestado pela absolvição do ex-prefeito. Na ocasião, o órgão afirmou que a denúncia se sustentava em uma “hipótese maluca” sem comprovação adequada ao longo do processo.

A Operação Caça Fantasmas teve início em 2016, quando o MP-SP investigou possíveis irregularidades envolvendo assessores parlamentares e cargos comissionados em Osasco. Na época, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Câmara Municipal e em gabinetes de vereadores.

Publicidade

Rogério Lins era vereador quando passou a ser investigado. O Ministério Público apontava suspeitas de organização criminosa e estelionato contra a administração pública. Ao longo do processo, porém, depoimentos prestados à Justiça e a análise das provas levaram à absolvição dos acusados.

Escrito por

Jenifer Oliveira

Jenifer Oliveira é editora do Portal Visão Oeste. Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho, atua na imprensa regional desde 2016. Com expertise em jornalismo digital, acumula experiências na redação e edição de texto, reportagem e assessoria de imprensa e comunicação.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *