Luta continua: servidores do judiciário paulista convocam nova assembleia para julho
Após reunião com TJ-SP, categoria decide aguardar proposta concreta sobre perdas salariais de 25,24% e marca novo encontro para 2 de julho, após próxima rodada de negociação.
Em uma assembleia realizada na quarta-feira (28), na Praça João Mendes, em São Paulo, servidores do judiciário paulista decidiram pela suspensão temporária das paralisações, mas optaram por manter o estado de greve. A decisão ocorreu horas após uma Mesa de Negociação com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e define que uma nova assembleia geral da categoria será realizada no dia 2 de julho, a partir das 13 horas, logo após a próxima rodada de conversas com o tribunal.
A categoria, que está em greve desde o dia 14 de maio reivindicando principalmente o pagamento de 25,24% referente a perdas salariais acumuladas, reuniu cerca de 3 mil servidores de todas as regiões do estado no ato desta quarta-feira. Pela Apatej (Associação Paulista dos Técnicos Judiciários), estiveram presentes o presidente Ednaldo Batista, o tesoureiro Mário José Mariano (Marinho), o secretário André Soares e diversos colaboradores.

Ato realizado nesta quarta-feira / Foto: Apatej
Durante a assembleia, duas propostas foram colocadas em votação: a continuidade da greve com paralisações, que foi rejeitada pela maioria, e a suspensão temporária das paralisações até a nova data de negociação em julho, mantendo o estado de greve, que foi aprovada.
“Não estamos em busca de privilégios”
Para Ednaldo Batista, presidente da Apatej, a decisão reflete a disposição da categoria em aguardar uma proposta concreta do TJ-SP. “A decisão da maioria dos presentes na Assembleia foi no sentido de dar ao TJ-SP o tempo solicitado para que calcule o impacto do pagamento das perdas e que, aí sim, faça uma proposta. Esperamos uma resposta satisfatória ou então a categoria cruzará os braços novamente”, destacou Batista.
Ele ressaltou que, historicamente, as conquistas dos servidores do Judiciário paulista foram fruto da união e da luta coletiva. “Não estamos em busca de privilégios. O que reivindicamos é apenas a devolução do que nos foi injustamente retirado ao longo dos anos. Nossa esperança é que, desta vez, o Tribunal de Justiça reconheça o valor e a dedicação daqueles que, com esforço diário e compromisso inabalável, sustentam o funcionamento da Justiça em São Paulo. Os servidores são a força vital da máquina judiciária, e está na hora de esse reconhecimento se traduzir em ações concretas”, finalizou.
Até a nova assembleia de 2 de julho, estão previstas assembleias virtuais, atos nos prédios do judiciário e mobilizações nas redes sociais para manter a categoria engajada e pressionar por uma solução satisfatória. O encontro de julho será crucial para definir os rumos do movimento, dependendo da proposta que o TJ-SP apresentar.