Ministério da Saúde vai à Justiça contra médicos antivacina que lucram com mentiras: “Negacionismo mata”
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo federal tomará medidas judiciais contra médicos que estão lucrando com a disseminação de mentiras sobre vacinas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo federal tomará medidas judiciais contra médicos que estão lucrando com a disseminação de mentiras sobre vacinas. A reação foi motivada por uma reportagem do jornal “Estadão” repostada ontem (16) pelo ministro nas redes sociais.
A matéria denunciou que um grupo de profissionais da saúde tem faturado com a venda de tratamentos e cursos caros para uma suposta “síndrome pós-spike”, que não tem comprovação científica. Padilha afirmou que a prática não ficará impune.
“O Ministério da Saúde, em contato com a Advocacia-Geral da União (AGU), exercerá tudo o que puder do ponto de vista jurídico para impedir que essas pessoas continuem espalhando mentiras negacionistas sobre vacinas e, ainda mais, ganhando dinheiro com isso. É o negacionismo aliado da ganância”, declarou o ministro no vídeo.
Padilha conectou a desinformação na saúde à negação da crise climática, tema debatido na COP30, e reforçou que ambas as posturas têm consequências fatais. “O negacionismo mata pessoas. Mata pessoas ao negar a crise climática […] e mata pessoas ao tentar desincentivar e criar mentiras sobre vacina, sobre proteção à saúde”, disse ele.
A denúncia do Estadão revelou que os profissionais chegam a cobrar até R$ 3,2 mil por consultas e R$ 685 por cursos sobre a suposta doença. Em suas redes, o ministro elogiou a apuração jornalística e garantiu que o governo não será leniente com a prática.
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