sábado, 18 de julho de 2026
Publicidade
Maria do Amparo Pereira Lopes

O Direito como instrumento de esperança

A advogada Maria do Amparo Pereira Lopes, da OAB Osasco, reflete sobre sua trajetória como mulher com deficiência e o papel do Direito como instrumento de inclusão, dignidade e esperança.

Por Maria do Amparo Pereira Lopes | Atualizado em: 29/08/2025 13:51 Siga-nos no Google News
Publicidade

Há caminhos que se abrem pela força da lei. Outros, pelo olhar humano de quem transforma normas em acolhimento. E há trajetórias em que ambas as forças se encontram — como na vida daqueles que, mesmo em condição de vulnerabilidade, enxergam no Direito uma ponte para a dignidade.

Falo aqui não apenas como advogada, mas como mulher, cidadã e pessoa com deficiência. Minha formação jurídica não foi apenas uma escolha profissional; foi, antes, uma forma de resistência, uma resposta ao mundo que tantas vezes tenta nos excluir, ignorar ou invisibilizar.

O Direito, em sua essência, deveria ser isso: um instrumento de equidade, um espaço onde todas as vozes, inclusive as mais silenciadas, possam ecoar. Foi nesse espírito que encontrei inspiração em mulheres que, como eu, não aceitaram os limites impostos pela sociedade. Uma dessas mulheres é a querida Dra. Vera Lúcia Leite de Oliveira.

Publicidade

Advogada, mulher com deficiência e atual presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB Osasco, Dra. Vera é uma daquelas pessoas que fazem a diferença sem precisar levantar a voz — sua presença, sua escuta atenta e sua dedicação falam por si. Com generosidade e firmeza, ela tem mostrado que ocupar espaços também é uma forma de abrir caminho para outras pessoas. Sua atuação é exemplo de coragem discreta, mas profundamente transformadora. Ela não apenas representa uma causa; ela vive, defende e semeia inclusão todos os dias.

Por meio de exemplos como o dela, e de tantos outros que silenciosamente fazem do Direito um abrigo e uma arma de transformação, renovo minha convicção de que a esperança é possível. Que a justiça é possível. Que um mundo mais acessível, mais justo e mais humano está ao nosso alcance — se não desistirmos de lutar por ele.

Neste mês de julho, deixo aqui essa reflexão: que o Direito continue sendo mais do que um conjunto de regras — que seja, sobretudo, um instrumento vivo de empatia, equidade e esperança.

“Direito não é privilégio, é possibilidade. É onde o invisível encontra a voz.”

Publicidade

 

Autor

  • Maria do Amparo Pereira Lopes é advogada e membro da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB Osasco. Mulher com deficiência, natural de Itaueira (PI) e residente em Osasco (SP), é defensora dos direitos humanos, com atuação voltada à inclusão, à cidadania e à justiça social. Desde que chegou a Osasco, acompanha o trabalho do Espaço da Cidadania, onde encontrou inspiração para lutar por uma sociedade mais justa e acessível a todas as pessoas.

    Ver todos os posts
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *