quarta-feira, 03 de junho de 2026
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Cidades

Operação contra fraude em registros de reboques tem como alvo fabricante em Itapecerica da Serra

Investigação desarticula esquema que utilizava documentos de veículos novos para legalizar equipamentos roubados ou furtados; Justiça bloqueou R$ 5,8 milhões.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 19/12/2025 17:59 Siga-nos no Google News
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Uma fabricante de reboques localizada em Itapecerica da Serra é o ponto central de uma investigação que visa desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes de registros veiculares. A Operação Cacique do Asfalto, deflagrada na manhã desta sexta-feira (19/12) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, revelou um esquema que recolocava no mercado equipamentos roubados ou furtados como se fossem produtos recém-fabricados.

Segundo as investigações do GAECO, o esquema funcionava por meio da utilização de números de chassis legítimos, recebidos pela empresa de Itapecerica da Serra junto à Secretaria Nacional de Trânsito. Em vez de serem usados em veículos próprios, esses registros eram aplicados para “esquentar” reboques e semirreboques de origem ilícita. O grupo suprimia os sinais identificadores originais dos veículos usados para impossibilitar o rastreio da origem criminosa.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra o líder do esquema, seus filhos e outros envolvidos. Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 5,8 milhões. Os alvos da ação já possuem antecedentes criminais por diversos delitos e apresentavam movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.

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O esquema começou a ser descoberto após abordagens da Polícia Rodoviária Federal em cinco estados diferentes. Agentes identificaram que veículos registrados como novos pela empresa apresentavam sinais claros de uso e características de outros fabricantes. A ação conjunta entre o MPSP, por meio do GAECO, e as divisões DOPE e DEIC da Polícia Civil, busca punir os crimes de receptação, adulteração de sinal identificador, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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