quinta-feira, 03 de setembro de 2026
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Cidades

Operação contra núcleo do PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão cumpre mandados em Santana de Parnaíba

Ação da Polícia Civil, denominada Operação Helmintos, investiga esquema de lavagem de dinheiro por meio de imóveis de luxo e influência política em diversas cidades.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 03/09/2026 16:37
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Santana de Parnaíba foi uma das cidades abrangidas pela Operação Helmintos, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3). A ação visa desarticular um núcleo criminoso ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar cerca de R$ 1 bilhão proveniente do tráfico de drogas e de exercer influência econômica e política.

Além de Santana de Parnaíba, os mandados foram cumpridos em imóveis residenciais, comerciais, empresas e setores da administração municipal em Praia Grande, Guarujá e Santo André. Segundo as investigações do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), o grupo é composto por lideranças da organização criminosa, operadores financeiros, intermediários imobiliários e “testas de ferro”.

Frentes de atuação

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O esquema criminoso operava em quatro frentes principais, com o objetivo de ampliar a influência da organização sobre os setores Executivo e Legislativo municipal:

– Lavagem de dinheiro através de negócios imobiliários de alto padrão;
– Controle de quiosques em áreas públicas;
– Favorecimento em procedimentos licitatórios;
– Financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos.

Mandados e apreensões

A Justiça autorizou o pedido de prisão temporária de quatro suspeitos, apontados como lideranças e operadores do esquema. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas e investimentos, além do sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados.

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O nome “Helmintos” faz referência a uma atuação parasitária do grupo sobre a economia local, prejudicando a livre concorrência para beneficiar a organização criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande afirmou que não houve busca e apreensão em suas dependências, mas que um agente solicitou informações sobre uma licitação específica de um quiosque na orla. A administração declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, que seguem sob sigilo.

 

 

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*Com informações do G1

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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