quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Barueri

Operação Pleonexia desmantela esquema de pirâmide financeira em Barueri

Receita Federal e Polícia Federal investigam organização criminosa que movimentou mais de R$ 151 milhões em golpe com promessas de altos rendimentos.

Por Soraia Sene | Atualizado em: 26/02/2025 10:24
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A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta terça-feira (25), a Operação Pleonexia, cumprindo mandados em Barueri. A operação tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. A investigação apura um esquema de pirâmide financeira que captava recursos de investidores com a promessa de altos rendimentos em falsos investimentos em energia solar.

Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Barueri, Natal/RN e Goiânia/GO. A ação envolveu 52 policiais federais e 12 servidores da Receita Federal.

A empresa investigada, Alpha Energy Capital, com escritórios em Barueri e Natal, atraía investidores com a promessa de rendimentos mensais entre 4% e 5%, supostamente obtidos com a comercialização de créditos de energia solar. No entanto, as investigações revelaram que a empresa possuía apenas uma usina de energia solar em operação e não tinha autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para atuar no setor.

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De acordo com a investigação, a maior parte dos valores captados era desviada para a aquisição de imóveis, veículos de luxo, joias e outros bens pelos investigados. O montante ilícito movimentado ultrapassa R$ 151 milhões, com recursos provenientes de aproximadamente 6.300 pessoas em 732 municípios brasileiros.

A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de cerca de R$ 244 milhões em bens dos envolvidos, visando ao ressarcimento das potenciais vítimas e ao pagamento de multas e custas processuais.

O líder da organização criminosa já possui condenação por tráfico internacional de drogas e responde a outros processos por crimes financeiros. Para ocultar sua participação no esquema, ele utilizava terceiros para divulgar a falsa oportunidade de investimento e celebrar os contratos fraudulentos.

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Escrito por

Soraia Sene

Jornalista, formada em 1997 pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado. Com experiência nas redações de vários jornais da região e em assessorias de imprensa nas áreas de política, sindical, cidades, entretenimento e serviços públicos.
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