Trabalhadores do Hospital Geral de Carapicuíba iniciam greve por piso salarial e reajuste
Sindicato cobra piso de R$ 1.904 e outras melhorias, enquanto gestão afirma que negociação coletiva ainda não foi fechada e que atendimento está garantido.

Trabalhadores do Hospital Geral de Carapicuíba (HGC) iniciaram uma greve na manhã desta quarta-feira (2), organizada pelo Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região (SUEESSOR), buscando garantir direitos básicos e melhores condições de trabalho. A mobilização respeita uma decisão judicial que determina a manutenção de um efetivo mínimo para não prejudicar o atendimento à população.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a fixação de um piso salarial de R$ 1.904,00 e um reajuste de 5,32%. A pauta inclui também a proibição da escala de trabalho 6×1, o pagamento de 40% de adicional noturno para todos os trabalhadores, a correção salarial imediata para profissionais da limpeza e cozinha, e o fornecimento gratuito de refeições.
A greve segue uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) que, após uma audiência de conciliação sem propostas por parte da gestão, estabeleceu a manutenção de 100% do efetivo em áreas críticas como UTIs e urgência/emergência, 80% nos demais setores de assistência e 60% nas áreas administrativas. O SUEESSOR informou que já notificou a Fundação do ABC (FUABC), gestora do hospital, para que comprove formalmente o cumprimento desses percentuais.
Em nota, a Fundação do ABC afirmou que mantém o diálogo, mas ressaltou que a Convenção Coletiva de Trabalho para 2025/2026 ainda está sendo negociada entre o SUEESSOR e o sindicato patronal (Sindhosfil), ou seja, ainda não há regras definidas para reajustes. A gestão garantiu que o atendimento aos pacientes segue inalterado, pois a paralisação é restrita a algumas áreas e um plano de contingência foi ativado.
A paralisação continua por tempo indeterminado, até que uma proposta seja apresentada aos trabalhadores.