sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Gilberto Almazan

Valorização do salário mínimo: uma conquista que precisamos defender

"Como dirigente sindical, afirmo: não existe democracia forte sem valorização do trabalho. E o salário mínimo é a base de tudo", frisa Gilberto Almazan em novo artigo.

Por Gilberto Almazan | Atualizado em: 04/09/2025 18:37 Siga-nos no Google News
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O governo federal anunciou que o salário mínimo em 2026 será de R$ 1.631, o que representa um reajuste de 7,44% em relação ao valor atual de R$ 1.518. Desse percentual, 2,44% são de aumento real, ou seja, ganho acima da inflação. Esse resultado só é possível graças à Política de Valorização do Salário Mínimo, uma das maiores conquistas do movimento sindical nos últimos anos.

A regra leva em conta a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada em 12 meses anteriores e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Caso o PIB não apresente crescimento real, o salário mínimo será reajustado pelo INPC. Isso garante que, além de repor as perdas inflacionárias, o trabalhador participe do crescimento da economia. É uma fórmula que colabora para a distribuição de renda e para a redução das desigualdades no Brasil.

Não podemos esquecer que essa política nasceu em 2004, no primeiro governo Lula, fruto de muita mobilização da classe trabalhadora. Mas, infelizmente, foi interrompida após o golpe contra a presidenta Dilma, em 2016. Durante os governos Temer e Bolsonaro, o mínimo ficou congelado sem nenhum aumento real, o que significou uma grande perda para milhares de pessoas e para a economia.

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A retomada dessa política em 2023 e sua transformação em política de Estado são vitórias que devemos valorizar e, sobretudo, defender. Com esta importante e necessária mudança, independente de quem esteja no governo, o reajuste será calculado dessa forma, salvo se o Congresso decidir mudar a lei.

Defender a política de valorização do salário mínimo é defender a justiça social. O mínimo reajustado impacta diretamente a vida de milhões de brasileiros que dependem dele, influencia aposentadorias, benefícios sociais e movimenta a economia em todo o país. Ou seja, todo mundo ganha.

Como dirigente sindical, afirmo: não existe democracia forte sem valorização do trabalho. E o salário mínimo é a base de tudo. Por isso, precisamos estar atentos e mobilizados para garantir que essa conquista não seja retirada novamente. Vamos juntos defender este e outros direitos já conquistados.

 

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Autor

  • Gilberto Almazan, "Ratinho", é o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região. É membro do Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho), Secretário de Políticas de Emprego e Qualificação Profissional da central Força Sindical, além de Conselheiro do Conselho Nacional do SESI, pela mesma central sindical.

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