Anvisa aprova duas novas canetas de semaglutida para tratamento de diabetes
Novos medicamentos são indicados para adultos com diabetes tipo 2 e terão aplicação semanal.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de duas novas canetas injetáveis à base de semaglutida sintética. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (17) e amplia a oferta de medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 no país.
Os dois produtos são indicados para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença. O uso deve ocorrer em conjunto com dieta e exercícios físicos.
Um dos medicamentos é um genérico produzido pela farmacêutica EMS. Por se tratar de um medicamento genérico, ele não terá nome comercial.
O segundo produto é um medicamento similar, registrado pelo laboratório Germed e que será comercializado com o nome Semaclique.
Para quem os medicamentos são indicados
Segundo a Anvisa, as novas canetas podem ser utilizadas em adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado em duas situações.
A primeira é em monoterapia, quando o uso da metformina é considerado inadequado por causa de intolerância ou contraindicações.
A segunda ocorre quando a semaglutida é utilizada em combinação com outros medicamentos destinados ao tratamento do diabetes.
Os produtos têm como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética, substância que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1.
Aplicação será semanal
Os medicamentos serão disponibilizados na forma de solução injetável em caneta preenchida. A administração é prevista para ocorrer uma vez por semana, conforme orientação médica.
As canetas também exigem cuidados específicos de armazenamento. Antes e depois do início do tratamento, os produtos devem ser mantidos sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C.
Venda exige receita médica
Assim como os demais medicamentos da classe dos GLP-1, os produtos à base de semaglutida estão sujeitos à prescrição médica em duas vias.
A aprovação da Anvisa autoriza o registro dos medicamentos nas indicações aprovadas, mas o tratamento deve ser realizado com acompanhamento de um profissional de saúde.