Diarista é investigada por série de furtos em casas de alto padrão de Alphaville
Segundo a Polícia Civil, suspeita pesquisava pelo celular o valor de relógios e peças de ouro antes de escolher o que furtar; uma das vítimas relata prejuízo de quase R$ 200 mil
Uma mulher que trabalhava como diarista é investigada pela Polícia Civil por uma série de furtos em residências de alto padrão de Alphaville, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Segundo a investigação, ela teria aproveitado o acesso aos imóveis para identificar bens de valor e escolher o que levar.
A suspeita foi levada à delegacia na última sexta-feira (25), prestou depoimento e foi indiciada por furto qualificado. Como não houve prisão em flagrante, ela responde ao processo em liberdade. A Polícia Civil avalia pedir a prisão preventiva diante do surgimento de novas denúncias.
De acordo com a apuração policial, a mulher conseguia entrar nas casas por meio de serviços terceirizados de diaristas. Durante o trabalho, ela teria observado onde estavam guardados dinheiro, joias, relógios e outros objetos de valor.
Uso de inteligência artificial
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores é o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA). Segundo a Polícia Civil, a suspeita pesquisava pelo celular o valor de mercado de peças encontradas nas residências, como relógios importados e itens de ouro, antes de decidir quais objetos seriam furtados.
A investigação também aponta que ela teria usado outros métodos para dificultar a descoberta dos furtos. Entre eles estaria a substituição de dinheiro verdadeiro por cédulas falsas de R$ 50 e R$ 100. A polícia ainda apura relatos de que cartões bancários eram fotografados para possíveis compras posteriores.
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Uma das vítimas alega prejuízo de quase R$ 200 mil
A investigação ganhou destaque após uma médica de Alphaville perceber o desaparecimento de joias de sua residência. Segundo reportagem do Brasil Urgente, da Band, o prejuízo inicialmente divulgado no caso foi de quase R$ 200 mil.
Segundo a apuração, a diarista deixou a residência cerca de duas horas depois de chegar, antes de concluir o serviço. A ausência chamou a atenção da moradora, que posteriormente verificou a caixa onde mantinha as joias.
Furtos com características semelhantes foram identificados em outros imóveis da Zona Oeste de São Paulo e municípios da Grande São Paulo. Pelo menos 20 possíveis vítimas teriam sido identificadas. As investigações continuam.
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