quinta-feira, 04 de junho de 2026
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Deolane diz que está “enjaulada por pura perseguição”

Presa, a advogada fez um desabafo por meio de uma carta publicada pela irmã nas redes sociais nesta terça-feira (26).

Por Redação | Atualizado em: 26/05/2026 16:58
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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra fez um desabafo por meio de uma carta publicada nas redes sociais nesta terça-feira (26). No texto, ditado à sua irmã Dayanne Bezerra, ela afirma ser vítima de “pura perseguição”. Deolane nega qualquer envolvimento com o crime organizado e reitera sua inocência.

A advogada justifica a origem de R$ 24.500 citados na investigação. Segundo ela, o montante refere-se a honorários profissionais. “Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito”, detalhou na carta. Ela ressalta que essa informação consta nos próprios documentos da polícia.

Deolane critica a forma como ocorreu sua detenção em Barueri. “Fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos”, escreveu. Ela afirma que, apesar de ter vida e endereço públicos, nunca recebeu um chamado para depor em quatro anos.

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Sobre a estrutura empresarial citada no processo, a influenciadora nega a posse de 37 empresas. Ela define a informação como uma mentira repetida diversas vezes. “Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor”, declarou Deolane no texto.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que apura lavagem de dinheiro para o PCC. A investigação teve início há sete anos, após a descoberta de bilhetes no esgoto de um presídio em Presidente Venceslau (SP). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões e o sequestro de bens de luxo dos envolvidos.

Deolane cumpre prisão preventiva na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A defesa da influenciadora classifica as medidas como desproporcionais e afirma que ela seguirá com total colaboração com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

Leia a carta na íntegra

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“Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada. Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito.

Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos.

É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos NÃOS para manter meus princípios e minha ética.

Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na justiça. Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não viu?”

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Reprodução/Instagram

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