Dormir mal pode afetar coração e imunidade; veja sinais de alerta
Dormir mal não provoca apenas cansaço no dia seguinte. A falta de sono de qualidade pode prejudicar o sistema imunológico, afetar a concentração e aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão e AVC.
Dormir mal não provoca apenas cansaço no dia seguinte. A falta de sono de qualidade pode prejudicar o sistema imunológico, afetar a concentração e aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão e AVC.
No Dia Mundial do Sono, celebrado neste 13 de março, especialistas alertam para a importância de hábitos saudáveis de descanso. De acordo com a Associação Brasileira do Sono, cerca de 70% dos brasileiros apresentam algum tipo de distúrbio relacionado ao sono.
Segundo a pneumologista e médica do sono Raíssa Dantas, do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, os sinais de que algo não vai bem costumam aparecer rapidamente no dia a dia.
“Uma noite mal dormida pode causar sonolência excessiva, irritabilidade, fadiga e dificuldade de concentração, afetando diretamente a qualidade de vida”, explica.
Entre os distúrbios mais comuns estão insônia, privação crônica do sono e a Apneia do Sono, condição marcada por pausas na respiração durante o descanso. Estudos do Instituto do Sono apontam que, apenas na São Paulo, cerca de 30% da população pode apresentar o problema.
Essas interrupções impedem que o corpo atinja as fases profundas e restauradoras do sono. “A apneia está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares”, alerta a especialista.
Sinais de alerta
Alguns sintomas podem indicar que a qualidade do sono está comprometida:
- sonolência excessiva durante o dia;
- cansaço ao acordar;
- ronco frequente;
- dificuldade para iniciar ou manter o sono.
Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação médica. O diagnóstico pode incluir exames como a polissonografia, que monitora parâmetros do organismo durante o sono.
Dicas para dormir melhor
Especialistas recomendam algumas medidas simples para melhorar a qualidade do descanso:
- manter horários regulares para dormir e acordar;
- dormir entre 7 e 9 horas por noite;
- evitar celular e outras telas antes de dormir;
- não fazer refeições pesadas à noite;
- manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura confortável.
A médica finaliza com um alerta para o uso de melatonina sem orientação: “Ela é um hormônio natural do organismo que ajuda a regular o relógio biológico, mas não funciona como um indutor do sono”.